Mais de 40 mil denúncias de violência contra idosos foram registradas no primeiro trimestre de 2024 | Rio das Ostras Jornal

Mais de 40 mil denúncias de violência contra idosos foram registradas no primeiro trimestre de 2024

Os dados foram divulgados pela Ouvidora Nacional dos Direitos Humanos

e debatidos durante audiência pública da Alerj para coibir a violência contra

pessoas da Terceira Idade.











A violência contra as pessoas da Terceira Idade foi tema de debate em

audiência pública da Comissão da Criança, do Adolescente e do Idoso, da

Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), que realizou

audiência pública nesta quinta-feira (27/06) a fim de discutir possíveis

políticas públicas para coibir os casos de violência. Segundo dados divulgados

pela Ouvidora Nacional dos Direitos Humanos, foram registradas mais de 40 mil

denúncias de violações contra idosos durante os três primeiros meses de 2024,

representando um aumento de mais de 10 mil ocorrências em relação ao mesmo

período do ano anterior.







À frente da Comissão, o deputado Munir Neto (PSD) ressaltou a

importância do debate do tema para mitigar essas estatísticas. “A violência

contra os idosos têm se tornando cada vez mais frequente, independente da

classe social, etnia ou gênero. Esses altos índices representam uma violação

aos direitos humanos e não podemos nos calar frente a essa questão e ainda

temos muito para avançar”, pontuou.







Para a deputada Carla Machado (PT), membro da Comissão, é necessário

cobrar do Estado a efetivação das leis do Estatuto do Idoso. “Nós sabemos que

diversas leis foram criadas, mas que não são devidamente respeitadas. É preciso

também divulgar esses direitos que muitos desconhecem”, ressaltou.







Segundo a subsecretária estadual de Juventude e Envelhecimento

Saudável, Lícia Matesco, o Rio de Janeiro tem alguns índices que chamam

bastante a atenção, principalmente para os gestores dessa política pública.

“Traz para a gente uma responsabilidade muito grande, que é de pensar ações

efetivas que cheguem à população idosa, principalmente a mais vulnerável. Eu

acho que esse é o nosso maior desafio”, comentou.







O Estado do Rio possui o segundo maior índice do país de pessoas na

Terceira Idade. A informação foi apresentada pela Secretaria de Juventude e

Envelhecimento Saudável, que também esclareceu que as violações contra idosos

representam crimes de negligência, maus-tratos, violência psicológica e

patrimonial. “Temos visto o crescimento de forma absurda da violência do idoso,

pela violência física, psicológica, negligência e é importante a gente debater

esse problema para encontrar soluções e caminhos que possam diminuir esse

impacto da violência dos nossos idosos”, acrescentou Matesco.







Idosos são as maiores vítimas de estelionato







A violência patrimonial foi apontada como a maior violação aos idosos

no Estado. Segundo levantamento de dados da Delegacia Especial de Atendimento à

Pessoas da Terceira Idade (DEAPTI), somente neste primeiro semestre de 2024

foram presas 104 pessoas acusadas de cometer crimes de estelionato contra

idosos.







De acordo com o delegado titular da DEAPTI, Mário Luiz da Silva, houve

um aumento de 20% na resolução desses casos em relação ao mesmo período de

2023. Mário atribuiu esse avanço ao empenho policial e também ressaltou a

importância da notificação desses crimes. “É fundamental que haja comunicação,

e nós ainda enfrentamos o problema de que quando vitimado o idoso geralmente

fica retraído para denunciar, porque se culpa em função da idade. Essa é uma

realidade que precisamos combater; é preciso incentivá-los a sempre recorrer às

delegacias quando necessário”, afirmou.







Também estiveram presentes na audiência representantes do Ministério

Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), da Secretaria de Estado da

Assistência Social e Direitos Humanos (SESDH), e do Conselho Estadual de

Direitos da Pessoa Idosa.





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