Brasil ocupa o oitavo lugar no
ranking de imigrantes irregulares; mais de 2,4 milhões de migrantes cruzaram a
fronteira dos EUA apenas em 2023
O presidente dos Estados
Unidos, Joe Biden, anunciou, nesta terça-feira (4), o
fechamento temporário da fronteira com o México aos
migrantes quando o número de entradas irregulares no país for excessivo, uma
medida drástica que envolve uma questão fundamental para as eleições
presidenciais de novembro. “Vim hoje aqui para fazer o que os republicanos
no Congresso se negam a fazer, tomar as medidas necessárias para garantir a
segurança da nossa fronteira (…) Resolvamos o problema e deixemos de brigar por
ele”, disse Biden na Casa Branca. O líder democrata, de 81 anos, vai
assinar um decreto para permitir que as autoridades suspendam a entrada de
solicitantes de asilo e migrantes quando o mesmo superar mais de 2.500 casos em
um dia, informou a Casa Branca. O texto também facilitará as deportações para o
México. O texto oficial prevê a reabertura da fronteira quando o número de
requerentes de asilo for inferior a 1.500 por dia.
A Casa Branca assegurou por meio
de seu porta-voz, Andrew Bates, que, para o presidente, “a segurança das
famílias americanas deve estar sempre em primeiro lugar” e que a medida
impedirá que aqueles que atravessam ilegalmente a fronteira sul recebam
asilo. As autoridades observaram que se espera que as restrições entrem em
vigor imediatamente, uma vez que serão implementadas quando as travessias de
migrantes ilegais excederem 2.500 por dia, e os números já estão acima desse
limite.
A agência das Nações Unidas para
os refugiados (Acnur) declarou estar “muito preocupada” com as novas
restrições, que, em sua opinião, “prejudicam o direito fundamental de solicitar
asilo” e instou o governo Biden a “reconsiderar” a decisão. Mais de 2,4 milhões
de migrantes cruzaram a fronteira sul dos Estados Unidos apenas em 2023. A
maior parte é proveniente da América Central e da Venezuela e foge da pobreza,
da violência e dos desastres naturais intensificados pela mudanças climáticas.
Em dezembro, o contingente chegou ao recorde de 10 mil pessoas por dia, mas
este número tem diminuído nos últimos meses. Dados do Departamento de Segurança
Interna dos Estados Unidos (DHS, na sigla em inglês), mostram que o Brasil
ocupa o oitavo lugar no ranking de imigrantes irregulares. Estima-se que 230
mil brasileiros entraram de forma ilegal no país. O relatório foi divulgado em
abril deste ano, e os números são relativos a 2022.
O acirramento da política de
imigração vem em um momento que as pesquisas de opinião revelaram que essa
questão pesará para que ele consiga a reeleição na revanche contra o magnata e
ex-presidente republicano Donald Trump (2017-2021). A equipe de campanha de
Trump rejeitou a iniciativa em um comunicado, considerando que não se destina
“à segurança das fronteiras”, e reforçou a mensagem do republicano de que os
imigrantes irregulares são responsáveis pelo aumento dos crimes violentos nos
Estados Unidos, acusação sem base em dados oficiais. O magnata passou seu
mandato anunciando a intenção de construir um muro na fronteira com o México e
intensificou sua retórica anti-imigração para voltar à Casa Branca.
Por Jovem Pan
*Com informações da AFP

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