O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), reforçou nesta terça-feira (30) suas críticas à judicialização promovida pelo governo em relação à desoneração da folha de pagamentos, classificando-a como um “erro primário”. As declarações foram feitas durante uma entrevista concedida a jornalistas.
Pacheco, embora tenha minimizado
os embates recentes com o governo federal, afirmou que as “divergências” entre
os Poderes serão solucionadas “uma a uma”. Ele destacou que, enquanto o diálogo
político estiver em andamento, a judicialização da questão foi um equívoco que
poderia ter sido evitado.
O presidente do Senado relatou que
estava em uma reunião com representantes do governo federal quando soube da
ação judicial contra a desoneração aprovada pelo Legislativo. Ele ressaltou que
as divergências políticas são normais, mas não devem afetar o interesse
público, e que o objetivo é sempre buscar a convergência.
O Congresso Nacional aprovou, no
ano passado, a prorrogação da desoneração da folha para 17 setores da economia
e estendeu a medida para algumas prefeituras. Desde então, a questão se tornou
um ponto de disputa entre Executivo e Legislativo, com vetos presidenciais
sendo derrubados pelos parlamentares.
As divergências entre Pacheco e o
governo se estendem também a outras pautas, como o adiamento de votação na
Comissão de Constituição e Justiça do projeto de lei que retoma o seguro para
vítimas de acidente de trânsito e a Proposta de Emenda à Constituição que
aumenta os salários de juízes e promotores.
O governo é contra a PEC,
enquanto Pacheco tem mantido a discussão da proposta no Senado. Ele anunciou
que o texto será votado pela Casa na próxima semana.
O governo busca articular um encontro entre Rodrigo Pacheco
e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está previsto para ocorrer nos
próximos dias.
Gazeta Brasil

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