Fronteira sul de Israel com a Faixa de Gaza em 19 de março de 2024 mostra uma vista de edifícios destruídos no território palestino após bombardeios em meio ao conflito em curso entre Israel e o grupo militante Hamas. JACK GUEZ / AFP
Se o grupo islâmico aprovar a
proposta, será aplicado o documento proposto pelo Egito, que contém duas etapas
A poucos dias de completar sete
meses do conflito entre Israel e Hamas, uma
proposta de paz está sendo negocia entre as partes e prevê a troca de todos os
reféns israelenses nas mãos do grupo islâmico em troca da libertação de 1.290
palestinos mantidos em penitenciárias israelenses, segundo informaram fonte
egípcias, que desde o começo tem sido um mediador da guerra. “Se aprovado pelo
Hamas, será aplicado o documento proposto pelo Egito (…),
que contém duas etapas; a primeira inclui a libertação dos (reféns) civis
detidos, mulheres e crianças, sem exceção, em troca da libertação de 990
prisioneiros palestinos”, disseram as fontes, que pediram anonimato devido à
delicadeza do tema.
Nesta primeira fase, “a
resistência (o Hamas e outros grupos palestinos) identificará 100 (dos 990
prisioneiros)”, enquanto “os deslocados do norte” regressam às suas casas e
“aumenta o volume de ajuda que entra na Faixa”, acrescentaram. As fontes destacaram
também que na segunda fase “os demais detidos pelo Hamas e outros grupos serão
libertados em troca da libertação de 300 prisioneiros palestinos”. O jornal
libanês “Al Akhbar”, próximo do grupo xiita Hezbollah, publicou nesta
quarta-feira um documento que afirma ser o “texto da proposta” entregue pelo
Egito ao Hamas, sobre a qual se espera a resposta do grupo islâmico palestino.
Esta proposta prevê a libertação
de todos os reféns israelenses detidos em Gaza,
incluindo militares e os mortos, em troca da retirada israelense do enclave e
do início da sua reconstrução, segundo o jornal. A publicação libanesa
afirmou ainda que a iniciativa inclui uma pausa nos combates em três fases, com
a duração de 124 dias, nas quais seria aplicada uma cessação das operações
militares em paralelo com um aumento da ajuda humanitária aos palestinos.
Por Jovem Pan
*Com informações da AFP

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!