Ismail Haniyeh, chefe do gabinete político do movimento islâmico palestino Hamas, com sede em Doha, fala à imprensa após uma reunião com o ministro das Relações Exteriores iraniano em Teerã, em 26 de março de 2024. A visita de Haniyeh a Teerã ocorre um dia depois de uma resolução adotada pelo O Conselho de Segurança da ONU apelou a um “cessar-fogo imediato” para o mês sagrado muçulmano do Ramadão, levando a uma trégua “duradoura”. Reprodução/ AFP
Grupo islâmico aceitou na
segunda-feira (6) a proposta apresentada pelos mediadores que estabelece uma
trégua de três fases, cada uma com duração de 42 dias
O Hamas informou
nesta sexta-feira (10) que sua delegação havia deixado o Egito,
após participar de negociações sobre uma trégua na Faixa de Gaza, e
ressaltou que “a bola está com Israel“. “A
delegação negociadora deixou o Cairo rumo a Doha. A ocupação negou a proposta
apresentada pelos mediadores, que havíamos aceitado. Consequentemente, a bola
está agora totalmente com a ocupação”, diz o Hamas em carta enviada a outras
facções palestinas. O veículo egípcio ‘Al Qahera News’, próximo do serviço de
inteligência daquele país, reportou que as delegações do Hamas e de Israel
haviam deixado o Cairo, após dois dias de negociações. Os esforços de
Egito, Catar e Estados Unidos como mediadores dessas negociações indiretas
“continuam, para aproximar as posições das duas partes”, ressaltou o veículo,
citando uma fonte do alto escalão egípcio.
Na última segunda-feira, o Hamas
havia aceitado uma proposta apresentada pelos mediadores, que, segundo um
representante do movimento, estabelece uma trégua de três fases, cada uma com
duração de 42 dias, e inclui a retirada de Israel da Faixa de Gaza e uma troca
de reféns sequestrados pelo Hamas por presos palestinos em Israel, a fim de
alcançar “um cessar-fogo permanente”.
Israel respondeu que a proposta
está longe das suas exigências e reiterou sua oposição a um cessar-fogo
permanente até obter uma vitória completa sobre o Hamas, que, assim como os
Estados Unidos e a União Europeia, classifica como terrorista. O
primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que havia orientado sua
delegação no Cairo a “continuar se mostrando firme sobre as condições necessárias
para a libertação de reféns” e essenciais para a segurança de Israel.
Por Jovem Pan
*Com informações da AFP

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