Guiana recebeu com ‘satisfação’ a
apresentação dos argumentos venezuelanos, dizendo que com eles é possível
emitir uma sentença
Após promulgar a lei que permite
a anexação de Essequibo, área em disputa com a Guiana,
a Venezuela apresentou
nesta segunda-feira (8) à Corte Internacional de Justiça (CIJ) documentos para
demonstrar sua posse sobre o Essequibo, território rico em petróleo que disputa
com a Guiana, embora tenha reiterado que não reconhece sua jurisdição para
solucionar a controvérsia. “A Venezuela entrega à CIJ um documento e suas
respectivas cópias com a verdade histórica e provas que demonstram que somos os
únicos com titularidade sobre o território da Guiana Essequiba”, informou no X
a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez. Ela acompanhou a mensagem com
um vídeo que mostra funcionários levando cerca de vinte caixas com documentos e
cópias ao tribunal com sede em Haia, Países Baixos.
A Guiana pede que a CIJ ratifique
um documento de 1899 que fixou as fronteiras atuais, enquanto a Venezuela
reivindica o Acordo de Genebra, assinado em 1966 com o Reino Unido antes da
independência guianesa, que anulou o texto e estabeleceu bases para uma solução
negociada. A Guiana, por sua vez, recebeu com “satisfação” a apresentação dos
argumentos da Venezuela. “Com as apresentações de ambos os Estados, o
Tribunal poderá levar em conta todos os argumentos e provas e emitir uma
sentença”, acrescentou a Guiana em nota.
Em dezembro de 2023, foi
aprovado na Venezuela um referendo popular sobre a anexação da região e
em abril o presidente promulgou uma lei que designa Essequibo como novo estado
venezuelano, a Guiana Essequiba, além de denunciar a instalação de “bases
militares secretas” dos Estados Unidos.
A controvérsia por este
território de 160.000 km2 rico em petróleo e outros recursos naturais
recrudesceu após a descoberta de reservas pela petroleira ExxonMobil em
2015. A escalada das tensões nos últimos meses gerou temores por um
conflito regional. Em dezembro, os presidentes Irfaan Ali e Maduro se
reuniram presencialmente pela primeira vez, quando ambos os governos concordaram
em não recorrer a ameaças, nem utilizar a força para resolver a disputa
territorial.
Por Jovem Pan
*Com informações da AFP


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