Rodrigo Pacheco disse que não há
necessidade para Ministério da Fazenda reagir sobre sua decisão de derrubar a
reoneração da folha dos municípios
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG),
disse nesta terça-feira (2) que “não há necessidade de reação” do Ministério da
Fazenda sobre sua decisão de derrubar a reoneração da folha dos municípios e
“nem justificativa para isso”. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad,
disse pela manhã que não foi avisado pelo presidente do Senado que o trecho
específico sobre a reoneração dos municípios não seria prorrogada junto com o
restante da medida
provisória. A decisão de Pacheco, tomada na segunda-feira (1º) provocou
ruídos no governo, que alegou não ter sido avisado da decisão de Pacheco. “Não
vi a reação [da Fazenda]. Tive reuniões hoje o dia todo, mas não há necessidade
de reação nem justificativa para isso. A inconstitucionalidade da
desconstituição da desoneração da folha por MP era manifesta e buscamos
caminhos para poder remediar”, afirmou Pacheco.
Apesar disso, o presidente do
Senado disse que há um “bom alinhamento com o governo” e que esse impasse
envolvendo a desoneração dos municípios “não abala a relação que estabelecemos
em 2023”. “Todos os projetos [da equipe econômica] foram muito bem recebidos
tanto na Câmara, quanto no Senado e os aprovamos conscientes da importância
deles para o Brasil e as contas públicas”, afirmou. Pacheco disse que “não
há nenhum tipo de afronta ou irresponsabilidade fiscal” em sua decisão.
Reforçou o que já havia explicitado em seu despacho de segunda-feira, que uma
medida provisória desconstituindo uma decisão recente do Congresso seria
inconstitucional – e, por isso, não seria aceita
O presidente do Senado disse que
“havia obrigação da nossa parte de evitar insegurança jurídica”, já que, a
partir desta segunda-feira, as prefeituras estariam sujeitas a uma alíquota
maior da contribuição previdenciária. Afirmou que é “legítimo” o governo
discutir o assunto, desde que por projeto de lei, e não medida provisória.
“Estamos abertos à discussão de um novo modelo de desoneração, tanto dos
setores quanto dos municípios”, alegou.
Por Jovem Pan
*Com informações do Estadão
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