OMS disse que ataque israelense a
centro médico no enclave palestino deixou quatro mortos e 17 feridos
O primeiro-ministro
israelense, Benjamin
Netanyahu, foi operado “com sucesso” de uma hérnia neste domingo (31),
quase seis meses depois do início da guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza. Seu
gabinete afirma que ele está “em boa forma e começa a se recuperar”. No
entanto, na noite deste domingo, milhares de israelenses protestaram em Jerusalém para
pedir a renúncia do premiê e a libertação dos reféns israelenses
ainda cativos em Gaza, enquanto as negociações para um acordo parecem
estagnadas. O líder israelense enfrenta crescentes pressões internas pelo
fracasso em conseguir a libertação dos reféns sequestrados pelo Hamas no ataque
de 7 de outubro.
Um cessar-fogo deveria permitir a
libertação dos reféns e a entrada de ajuda humanitária no território, onde as
organizações internacionais alertam para o risco de fome que assombra 2,4
milhões de habitantes de Gaza. As negociações entre o Hamas e Israel,
impulsionadas por Catar, Egito e Estados Unidos, deveriam ter sido retomadas no
domingo no Cairo, mas um alto dirigente do Hamas pôs em dúvida a possibilidade
de avanços nas conversações devido às grandes diferenças entre os dois lados.
O Hamas ainda não decidiu se vai
enviar uma delegação para as negociações, assegurou o alto dirigente do movimento
islamista, que governa Gaza desde 2007. Nentanyahu acusou o Hamas de ter
“endurecido suas posições”. Enquanto isso, no enclave palestino, os bombardeios
prosseguem. Ao menos 77 pessoas morreram na madrugada deste domingo em Gaza,
informou o Ministério da Saúde do território. Os combates se concentram ao
redor dos hospitais, a maioria fora de serviço, e onde, segundo o exército
israelense, se escondem combatentes islamistas.
As forças israelenses anunciaram
ter matado vários combatentes, inclusive um dirigente do movimento palestino,
em uma “operação” no complexo hospitalar Al Shifa, na Cidade de Gaza, o maior
do território. Segundo o Hamas, também há tropas israelenses no complexo
hospitalar Nasser, na cidade de Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza. A Organização
Mundial da Saúde (OMS) denunciou que um bombardeio israelense no hospital de Al
Aqsa, no centro de Gaza, deixou quatro mortos e 17 feridos. O diretor da OMS,
Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou na plataforma X que 21 pacientes morreram
no hospital Al Shifa, que atualmente tem apenas uma garrafa d’água para cada 15
pessoas. Ele detalhou que as mortes ocorreram desde 18 de março, quando começou
o cerco israelense a este hospital na Cidade de Gaza.
A ofensiva israelense lançada em
Gaza em retaliação ao ataque do Hamas ao seu território, em 7 de outubro, já
deixou 32.782 mortos, segundo o Ministério da Saúde do movimento palestino. O
ataque do Hamas em Israel deixou ao menos 1.160 mortos, a maioria civis. Além
disso, mais de 250 pessoas foram sequestradas e 130 delas continuam mantidas
reféns em Gaza, incluindo 34 que teriam morrido, segundo autoridades
israelenses. Israel, que prometeu “aniquilar” o Hamas, lançou desde então uma
operação militar em Gaza, onde a guerra obrigou a maioria da população a se
deslocar, segundo a ONU.
Por Jovem Pan
*Com informações da AFP

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