Esta foto divulgada pela Polícia Equatoriana mostra o ex-vice-presidente equatoriano Jorge Glas sendo escoltado por membros do Grupo de Ação Penitenciária Especial (GEAP) durante sua chegada à prisão de segurança máxima La Roca, em Guayaquil, em 6 de abril de 2024. As autoridades equatorianas invadiram o Embaixada do México em Quito em 5 de abril para prender o ex-vice-presidente Jorge Glas, a quem foi concedido asilo político lá, o que levou o México a romper relações diplomáticas após a "violação do direito internacional". Polícia Equatoriana/AFP
De acordo com um comunicado da
CIJ, equatorianos acusam os mexicanos de fazer ‘uso abusivo flagrante das
instalações de uma missão diplomática’
O Equador processou
nesta segunda-feira (29) o México por conceder asilo ao ex-vice-presidente
Jorge Glas investigado por corrupção e no centro de uma tempestade diplomática
após a sua captura dentro da embaixada mexicana em Quito. Os equatorianos foram
até a Corte Internacional de Justiça (CIJ). O Equador juntou-se à sua
contraparte e apontou, nesta segunda-feira, perante o máximo tribunal da ONU(Organização das
Nações Unidas), “as violações por parte do México de uma série de
obrigações internacionais, devido à conduta do país desde 17 de dezembro de
2023”, quando Glas se refugiou na legação sob condição de asilado, disse o
Ministério das Relações Exteriores em um comunicado. De acordo com um
comunicado da CIJ, o Equador acusa o México de fazer “uso abusivo flagrante das
instalações de uma missão diplomática” para proteger Glas.
Quito considera o asilo
“ilícito”, alegando que o ex-vice-presidente (2013-2017) está sendo investigado
por desvio de verba pública e que tem duas condenações por corrupção. Esse
processo acontece quase um mês depois do ataque à representação diplomática em
5 de abril pela polícia equatoriana levou o México a romper relações com o
Equador e a apresentar primeiro uma denúncia perante a CIJ que começará a ser
ouvida a partir desta terça-feira. O México, por outro lado, denunciou que este
ato violava a Convenção de Viena e sustenta que é o país que concede o asilo o
responsável por determinar se é adequado ou não. Após o ataque, o México pediu
à CIJ que suspendesse a adesão do Equador à ONU até que as autoridades deste
país emitam um pedido público de desculpas.
Glas foi condenado em 2020 em um
dos casos por suborno, junto com o ex-presidente socialista Rafael Correa
(2007-2017), de quem foi vice-presidente. O ex-vice-presidente foi condenado a
oito anos de prisão, mas cumpriu apenas cinco e foi libertado em 2022 após uma
questionada medida cautelar. Sua liberdade estava condicionada ao
comparecimento periódico perante uma autoridade judicial. A ajuda concedida a
Glas viola convenções diplomáticas de asilo e acordos anticorrupção, segundo o
governo equatoriano.
Por Jovem Pan
*Com informações da AFP

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