Laudo do Instituto Médico
Legal aponta que Karen Mancini foi vítima de homicídio. Ela tinha uma medida
protetiva contra o companheiro.
A Delegacia Especializada em
Atendimento à Mulher (Deam) de Nova Friburgo está investigando a
morte de Karen Mancini, de 39 anos, encontrada morta na casa onde morava no
distrito de Lumiar na madrugada do último sábado (20).
Karen era analista de controle
externo do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) e tinha uma
medida protetiva contra o companheiro, expedida em novembro de 2023.
O caso foi registrado como
feminicídio. O companheiro da vítima, um homem de 41 anos, foi conduzido à
Delegacia, ouvido e liberado.
A irmã de Karen, que mora no
Espírito Santo, foi até Nova Friburgo quando soube da morte da irmã, e prestou
depoimento na delegacia da cidade, onde declarou que a vítima sofria violência
física e patrimonial, cometidas pelo atual companheiro.
Uma amiga da vítima também foi
ouvida pela Polícia e, em depoimento, também disse que Karen sofria violência
doméstica.
O corpo de Karen foi levado para
o Instituto Médico Legal (IML) de Nova Friburgo, onde foi constatado que a
causa da morte da analista foi "traumatismo craniano encefálico em
consequência de ação contundente".
Em nota, a Polícia Militar
informou que, neste sábado, policiais militares do 11º Batalhão foram à Estrada
Homem de Gouveia , em Lumiar, onde localizaram uma mulher em óbito. Um homem
foi conduzido para a 151ª Delegacia.
A Polícia Civil informou que
diligências estão sendo realizadas para apurar a morte de Karen Mancini e que a
investigação está em andamento.
O velório de Karen está marcado
para esta segunda-feira (22), às 14h, no Rio de Janeiro. O enterro acontece às
16h no Cemitério da Cacuia.
Medida protetiva foi expedida
em novembro de 2023
Karen Mancini tinha uma medida
protetiva contra o companheiro, expedida pelo Tribunal de Justiça do Rio de
Janeiro em novembro de 2023. O documento indica que Karen teria sido vítima de
lesão corporal e violência doméstica quando ainda morava na Ilha do Governador,
no Rio de Janeiro, com o companheiro.
O caso foi registrado na 37ª
Delegacia, também na Ilha do Governador.
Um funcionário de Karen também
teria denunciado que ela estaria sendo vítima de violência doméstica.
Em uma denúncia feita ao 180,
Central de Atendimento à Mulher, em 2023, o funcionário alegou que Karen sofria
agressões há pelo menos três anos e que já teria sido ameaçada pelo companheiro
com uma faca.
Segundo a irmã da vítima, Karen
estava no relacionamento desde 2018, e vinha sofrendo agressões há cerca de
cinco anos. Ela teria se mudado para Lumiar depois que a medida protetiva foi
expedida, mas reatou o relacionamento.
A irmã também conta que recebeu
informações de que vizinhos de Karen relataram ter ouvido uma briga na noite
anterior à descoberta do corpo da analista.
"Vizinhos disseram que as
brigas eram constantes e que, inclusive na noite anterior ao corpo dela
aparecer, eles tinham ouvido brigas dos dois. Eu quero justiça pela minha
irmã", desabafou Caroline Mancini, que é policial civil.
Por João Vitor Brum, Luci dos
Anjos, g1 — Nova Friburgo

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