Além dos pilotos, a polícia
tenta prender os responsáveis pelo apoio logístico do reabastecimento dos
helicópteros. Essa é uma nova etapa das ações da polícia que apreenderam
helicópteros no estado.
A Polícia Federal faz uma
operação na manhã desta quinta-feira (22) para prender pilotos de helicóptero
suspeitos de traficar drogas. São cumpridos mandados em Goiás, São Paulo, Minas
Gerais, Roraima e Rio de Janeiro. Essa é uma nova etapa das ações da polícia
que apreenderam helicópteros e descobriram uma oficina
para construção e manutenção clandestina das aeronaves.
Até as 9h, 16 pessoas foram
presas. Os nomes deles não foram divulgados e, com isso, o g1 não
conseguiu identificar a defesa deles até a última atualização dessa reportagem.
A operação acontece juntamente
com uma ação da Polícia Civil de São Paulo. Ao todo, são 65 mandados judiciais,
sendo 18 de prisão e 47 de busca e apreensão, nas cidades goianas de Goiânia,
Rubiataba, Nova América e Anápolis, além de Carmópolis de Minas (MG), Araçatuba
(SP), Birigui (SP), Glicério (SP), Paraguaçu Paulista (SP), São Paulo (SP),
Americana (SP), Boa Vista (RR) e Macaé (RJ).
Além dos pilotos, a polícia tenta
prender os responsáveis pelo apoio logístico do reabastecimento dos
helicópteros. A Polícia Federal explicou que a organização criminosa fazia
tráfico de drogas entre estados e até com outros países. A droga era
transportada em helicópteros, que voavam de maneira clandestina, sem plano de
voo e com certificados das aeronaves suspensos.
A droga é produzida na Bolívia e
chega ao Brasil pelo Paraguai. Segundo a polícia, o grupo usava as cidades
de Anicuns, no
centro de Goiás e Paraguaçu Paulista como ponto de logística para
reabastecimento, assim como distribuição de parte da droga, que era retirada
dos helicópteros e seguia por terra até as grandes cidades, onde seria vendida.
Apreensões
As investigações começaram em
agosto de 2023, quando dois helicóptero foram apreendidos em uma fazenda de
Anicuns. A aeronave era adaptada para ser abastecida durante o voo. Durante a
ação, foram encontrados cerca de 400 kg de cocaína. O piloto
da aeronave, que era filho do dono da fazenda, foi preso.
“Como a droga é oriunda do
Paraguai, há um grande deslocamento. Para poder deslocar grandes distâncias,
esses traficantes estão abastecendo a aeronave durante o voo. Ou seja, além de
transportar a droga durante o trajeto, no interior da aeronave, também
transporta galões de combustível para que possibilite o abastecimento interno
durante o voo”, afirmou o delegado Bruno Gama.
Em outubro, outro
helicóptero, avaliado em R$ 10 milhões, também foi apreendido. No início do
fevereiro, dois helicópteros foram apreendidos durante operação contra o
tráfico internacional de drogas. A operação também investigava a manutenção e
construção clandestina de aeronaves.
Por Vitor Santana, g1 Goiás



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