Situação se agravou com o
aumento das notificações de dengue na cidade. Só neste ano, 237 casos
confirmados.
O Hospital Municipal Raul Sertã é
a principal emergência pública de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio,
e atende também outros 13 municípios vizinhos. Nesta semana, pacientes que
procuram o hospital denunciaram a unidade por superlotação e demora no
atendimento.
Nesta quarta-feira (21), a
reportagem do g1 flagrou uma grande fila na recepção do
hospital para casos de riscos.
Itamara Rodrigues procurou o
hospital no último domingo (18) com muitas dores nas juntas e só conseguiu o
diagnóstico de dengue no dia seguinte.
“Cheguei às 8 da noite de domingo
com muita fraqueza e dor nos ossos e nada de atendimento. A sala cheia. Me
mandaram para a medicação. A menina veio para colher o sangue, perguntei se ela
poderia tirar o sangue para fazer o exame de uma vez e ela disse que não
poderia fazer porque era ordem da chefe da enfermagem. Quando deu meia-noite eu
perguntei se ninguém iria colher o meu sangue, aí me disseram que o resultado
demoraria de cinco a seis horas. Fui embora morrendo de dor”, disse Itamara.
Em Nova Friburgo, pacientes
denunciam superlotação no Hospital Raul Sertã (parte 2)
Em nota, a direção do Hospital
Raul Sertã disse que houve uma demanda fora do comum de atendimento,
principalmente de domingo (18) para segunda (19), mas que ninguém deixou de ser
atendido.
Diante do aumento, o hospital
disse que reorganizou os setores, como o da medicação, sala de espera para
coleta de exames e repouso misto, sem a possibilidade de pacientes misturados e
com mais dignidade.
Casos de dengue em Nova
Friburgo
Segundo a subsecretaria de
Vigilância em Saúde, só neste ano, 531 casos de dengue foram notificados e
desses, 237 foram confirmados.
“Houve um aumento no número de
casos em relação ao ano passado, mas ainda estamos fechando esses números. O
importante é que estamos conseguindo manter a situação sob controle, mas é
fundamental que a população continue fazendo a sua parte, monitorando os
ambientes pra evitar focos do mosquito”, disse Alícia Emerich, Subsecretária de
Vigilância em Saúde de Nova Friburgo.
Por Barney Campos, g1 —
Nova Friburgo

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