O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, afirmou em coletiva de imprensa neste domingo que sua administração conseguiu erradicar o “câncer” das gangues do país, garantindo que 85% do território nacional não está mais sob o controle delas. Ele defendeu o estado de exceção em vigor há quase dois anos. Bukele rejeitou críticas de organizações de direitos humanos ao estado de emergência, admitindo detenções de milhares de pessoas inocentes como “erros”. Após um fim de semana com 87 assassinatos, Bukele decretou estado de exceção, enviando quase 76 mil pessoas para a prisão e reduzindo os homicídios a mínimos históricos.
Sobre a implementação de seu
regime de emergência, Bukele afirmou: “Se você perguntar aos latinos nos
Estados Unidos, 100% concordam com o que estamos fazendo aqui”. Ele destacou a
afluência de salvadorenhos ao exterior, especialmente aos Estados Unidos, para
votar.
Questionado sobre o que esperar
de um segundo governo, Bukele garantiu que, além da segurança com o
desmantelamento das gangues, a prioridade é a recuperação econômica de El
Salvador. Ele fez referência ao presidente argentino Javier Milei, elogiando-o
e oferecendo colaboração.
Bukele descartou a necessidade de
uma reforma constitucional para permitir a reeleição por tempo indeterminado,
afirmando que não é necessária. Ele não esclareceu se buscará a reeleição
novamente no futuro.
O presidente acusou o órgão
eleitoral e a empresa responsável pela contagem dos votos de fecharem locais de
votação sem permitir que as pessoas na fila votassem, qualificando isso como um
“crime”.
Bukele votou neste domingo em
meio a forte segurança e cumprimentou apoiadores. Ele é o primeiro presidente
de El Salvador a buscar a reeleição, apesar da proibição constitucional. O
caminho para sua reeleição abriu-se em 2021 com uma alteração na interpretação
da Constituição.
Os salvadorenhos votaram nas
eleições que deram reeleição e maior poder ao presidente, elogiando sua
abordagem rigorosa contra as gangues. O candidato presidencial da Arena, Joel
Sánchez, instou os salvadorenhos a participarem e denunciou “anomalias” nas
primeiras horas da votação. O candidato da FMLN, Manuel Flores, propôs aumentar
a pensão básica universal e promover a agricultura, entre outras medidas.
(Com informações da EFE e AFP)

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