O governo federal cedeu à pressão do Congresso Nacional e dos setores beneficiados e decidiu manter a desoneração da folha de pagamento para 17 setores da economia e para os municípios. A medida, que estava prevista para ser reonerada gradualmente a partir de abril, foi considerada prejudicial para a economia e para a geração de empregos.
O anúncio foi feito pelo
presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), após uma reunião com o
presidente da República, Jair Bolsonaro, e líderes do governo. Segundo Pacheco,
o governo vai editar uma nova medida provisória para remover o trecho referente
à desoneração da folha de pagamento. Os demais assuntos abordados na primeira
MP, como o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) e as
compensações tributárias, continuarão a tramitar na versão original.
Pacheco destacou que a reoneração
seria um retrocesso para a economia brasileira, especialmente em um momento de
fragilidade. “Uma reoneração desses setores seria, primeiro, algo que ofenderia
aquilo que o Legislativo decidiu ao final do ano passado e, segundo, algo que é
prejudicial para a economia do Brasil neste momento”, declarou.
Dados da Associação das Empresas
de Tecnologia da Informação e Comunicação e de Tecnologias Digitais (Brasscom)
indicam que a desoneração da folha de pagamento gerou impactos positivos em
2022. A medida contribuiu para um aumento de 19,5% na remuneração dos
trabalhadores dos setores beneficiados. Se a folha não tivesse sido desonerada,
o salário médio desses segmentos teria sido de R$ 2.033. Com a desoneração, a
média salarial desses trabalhadores subiu para R$ 2.430.
Gazeta Brazil

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