Flórida Aprova Lei Que Proíbe Menores De 16 Anos De Usarem Redes Sociais | Rio das Ostras Jornal

Flórida Aprova Lei Que Proíbe Menores De 16 Anos De Usarem Redes Sociais


Em um movimento legislativo que marca um precedente na regulamentação do uso de redes sociais entre menores, o Senado da Flórida aprovou uma lei que estabelece severas limitações para o acesso de crianças e adolescentes menores de 16 anos a essas plataformas.

A lei, que já havia recebido o apoio da Câmara dos Representantes do Estado, busca oferecer uma camada adicional de proteção contra os efeitos negativos associados ao uso de redes sociais, como o cyberbullying e a exposição a conteúdos inapropriados. A iniciativa agora aguarda a assinatura do governador Ron DeSantis para sua implementação.

A norma recebeu ampla aprovação no Congresso da Flórida, com 108 votos a favor e 7 contra na Câmara dos Representantes e 23 a favor e 14 contra no Senado. A medida, no entanto, gerou um debate acalorado sobre o equilíbrio necessário entre a proteção dos menores e as liberdades individuais.

Enquanto alguns legisladores e setores da sociedade apoiam a lei, considerando-a necessária para salvaguardar a saúde mental e física dos menores, outros a criticam como uma possível “extralimitação do governo”. Argumentam que as decisões sobre o uso de redes sociais devem ser prerrogativa dos pais e não do Estado.

A lei é uma resposta direta aos “padrões de comportamento viciante que as redes sociais fomentam entre os jovens”, expondo-os a riscos como o cyberbullying e a predação sexual, segundo a representante republicana Erin Grall, uma das impulsoras da lei.

A estrutura da lei inclui medidas rigorosas como:

  • Proibição de que menores de 16 anos criem contas em redes sociais;
  • Exigência de que as plataformas cancele contas que tenham razão para acreditar que são manejadas por menores de 16 anos;
  • Implementação de um sistema de verificação de idade por todas as plataformas.

O objetivo do sistema de verificação de idade é:

  • Reforçar a proibição de acesso a menores de 16 anos;
  • Fornecer mecanismos que permitam aos pais solicitar a cancellation de contas a nome de seus filhos.

A senadora Tina Polsky, entre outros opositores, expressou sua preocupação sobre a injerência governamental em decisões familiares e sobre a possivel inconstitucionalidade da lei. O senador Jason Pizzo destacou que, embora a intenção da lei seja proteger os jovens, ela pode enfrentar obstáculos legais que dificultem sua implementação.

Apesar da polêmica, a lei conseguiu reunir apoio de ambos os lados do espectro político, evidenciando um consenso geral sobre a necessidade de abordar os efeitos adversos do uso de redes sociais por parte de menores.

Com a aprovação da lei, a Flórida se posiciona como um dos estados pioneiros nos Estados Unidos em tomar medidas legislativas específicas para regular o acesso de menores de idade a redes sociais. Essa medida marca um hito importante no debate sobre a regulação de conteúdos digitais e a proteção da infância na era da informação.

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