Previsão é que o chanceler
participe de audiência na Casa Alta na primeira semana de março; convite ocorre
após governo israelense declarar o presidente Lula ‘persona non grata’
A Comissão de Relações Exteriores
(CRE) do Senado
Federal quer ouvir o ministro Mauro Vieira a
respeito da “crise com Israel”. A informação foi confirmada pelo senador Renan
Calheiros (MDB-AL), autor de um dos requerimentos que convida o
chanceler à comparecer no colegiado para uma audiência. “Convidei o chanceler
Mauro Vieira para ir à CRE do Senado debater a crise com Israel, responder
indagações e dúvidas”, escreveu Calheiros em publicação no X (antigo
Twitter). Na condição de convidado, o ministro não é obrigado a comparecer à
comissão. Contudo, segundo o senador, Mauro Vieira já se prontificou a
comparecer. A previsão é que o encontro aconteça na primeira semana de março na
Casa Alta, em “em virtude das agendas do G-20 e outros compromissos
internacionais”. Além de Calheiros, o senador Carlos Viana (Podemos-MG) também
protocolou no colegiado um pedido de convite ao chanceler, enquanto o líder do
PL no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ), requer a convocação de Mauro Vieira. Ou
seja, caso aprovado o pedido, o comparecimento do ministro será obrigatório.
O convite é feito após o governo
de Israel declarar
o presidente Luiz Inácio
Lula da Silva (PT) uma “persona non grata”. O termo é usado para
representar que um indivíduo não é bem-vindo naquele local. Como
o site da Jovem Pan mostrou, a decisão aconteceu após mandatário
brasileiro comparar as ações do país na Faixa de Gaza ao Holocausto.
“Não perdoaremos e não esqueceremos — em meu nome e em nome dos cidadãos de
Israel, informei ao Presidente Lula que ele é uma ‘persona non grata’ em Israel
até que ele peça desculpas e se se retrate”, escreveu Israel Katz, ministro das
Relações Exteriores de Israel, nas redes sociais. Para ele, a comparação entre
a “guerra justa de Israel contra o Hamas e as ações de Hitler e dos nazistas” é
“um grave ataque antissemita que profana a memória daqueles que morreram no
Holocausto”.
Como consequência da decisão
israelense, o governo
brasileiro ordenou o retorno do embaixador ordenou o recolhimento do embaixador
do Brasil em Israel, Frederico Meyer. Essa decisão ocorre após Meyer ter sido
convocado por autoridades israelenses para explicar declarações feitas pelo
presidente. Não é uma guerra entre soldados e soldados. É uma guerra entre
soldados altamente preparados contra mulheres e crianças. O que está
acontecendo na Faixa de Gaza e com o povo palestino não existiu em nenhum outro
momento histórico. Aliás, existiu quando Hitler resolveu matar os judeus”,
disse Lula, em Adis Adeba, na Etiópia, durante sua visita à África que durou
seis dias.
Por Caroline Hardt

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