Profissionais da radiologia do
Hospital Municipal Raul Sertã, em Nova Friburgo, reclamam da situação, de
equipamentos quebrados e da falta de sistema informatizado de compartilhamento
de imagens.
Profissionais do setor de
radiologia do Hospital Raul Sertã, em Nova Friburgo, na Região Serrana do
Rio, denunciam diversas falhas estruturais no principal hospital público da cidade,
que atende não só Nova Friburgo, mas, pelo menos, outros 13 municípios
vizinhos.
Entre as denúncias, uma das que
mais chamou a atenção foi a falta de material adequado para a impressão de
exames de raio-x, que estão sendo impressos em folha sulfite, de papel A4.
Já é a segunda vez que a dona
Elizabeth faz o exame de raio-x e recebeu a impressão em uma folha de papel
comum.
“Folha de papel comum... porque
isso aqui fica um borrão, então é difícil! Todos que estão fazendo raio-x estão
saindo com esse papel na mão”, disse dona Elizabeth indignada.
Neuza também ficou surpresa com a
situação.
“Lá dentro tem um monte de gente
com esse papelzinho branco na mão. Folha de prova de escola, né!É revoltante
porque a gente quer que melhore a saúde pra gente. Condição de pagar um plano
particular... não tem, né! É deprimente!”, finalizou Dona Neuza.
Os próprios funcionários do setor
de radiologia do hospital denunciam a situação. Segundo eles, além da impressão
das radiografias em papel A4, a máquina chamada de processadora está com
defeito.
Ainda de acordo com os
funcionários, os profissionais estão usando um equipamento que só faz uma
leitura por vez, o que não atende a demanda do hospital.
Outra reclamação é a falta de um
sistema que compartilhe as imagens para o computador dos médicos.
Por conta de todos esses
problemas, segundo eles, somente é possível atender a emergência e o
ambulatório de ortopedia.
Servidor concursado da radiologia
há nove anos, seu Francisco falou sobre os problemas:
“As condições de trabalho são
ruins. As máquinas são obsoletas. Tanto a máquina de raio-x quanto a
processadora que deu problema no domingo (14). Uns técnicos vieram e levaram a
peça pra uma retífica e até agora não deram uma satisfação pra gente. As pessoas
que trabalham no setor não sabem nem o que tá acontecendo”, disse Francisco.
Francisco também falou sobre o
problema que é a impressão do raio-x dos pacientes em folha de papel A4 comum.
Segundo ele, por conta disso, a maioria dos médicos não estão assinando os
laudos dos pacientes.
“Alguns médicos que assinam lá
embaixo que se responsabilizam pelo laudo estão se negando a assinar o laudo.
Não querem esse tipo de documento. Estamos sem saber o que vai acontecer.
Estamos na expectativa de instalarem novos equipamentos. Tá há bastante tempo e
nada é resolvido”, conta.
"Os munícipes estão aqui
agora sofrendo, passando o que estão passando, aguardando três, quatro, cinco
horas para serem atendidos... e aí? Vale o a pena o gasto com a festa de natal,
iluminação na cidade? Eu acho que valeria mais se pensassem nas pessoas”,
desabafa Francisco.
O que diz a Secretaria de
Saúde
Em nota, a Secretaria Municipal
de Saúde informou que a processadora realmente está em manutenção, conforme
mencionado. Disse ainda que já abriu um canal de diálogo com os servidores do
Setor de Raio-X, visando resolver os problemas apontados por eles.
"...e o próprio secretário,
que assumiu a gestão no último dia 4, esteve lá pessoalmente várias vezes desde
então. A maioria dessas demandas precisa de licitação, cujos encaminhamentos já
estão sendo feitos para adequar as estruturas física e de trabalho".
O município explicou ainda sobre
os procedimentos para resolver a situação.
"Na primeira semana do ano,
foi concluída uma licitação de insumos para o setor e o material deve ser
entregue em poucos dias. A processadora foi enviada para manutenção
imediatamente após apresentar defeito e o atendimento do Sisreg foi suspenso
temporariamente para não sobrecarregar o atendimento de urgência e emergência
do Hospital Raul Sertã. Já existe processo em andamento para a compra de
equipamentos mais modernos para o setor de Raio-X , o que vai permitir
agilidade na realização e o compartilhamento dos exames com o computador dos
médicos. Nenhuma queixa formal ou recusa do exame impresso em papel foi
registrada pelos médicos à direção do Hospital, finalizou a Prefeitura.
Por Barney Campos, g1 —
Nova Friburgo


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