Nesta quarta-feira (24), o
ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou o
compartilhamento de provas com a CGU do Governo Lula de investigações que
atingem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados.
A CGU acionou o STF para ter
acesso a dados das investigações. O objetivo do ministério é avaliar se há
indícios de que servidores públicos atuaram nesses casos envolvendo Bolsonaro.
“Em se confirmando o
envolvimento de agentes públicos federais, esses podem ter incorrido em faltas
graves passíveis de apuração e punição disciplinar por violarem os deveres e
proibições nos termos da Lei n.° 8.112/90 e normas correlatas”, disse
a CGU.
Moraes decidiu que não serão
repassados dados que possam interferir nas diligências ainda pendentes.
Agora, a CGU terá acesso a
dados de:
- Inquérito que apura atuação de supostas ‘milícias
digitais antidemocráticas’;
- Inquérito que apura o vazamento de dados de
operações sigilosas em curso;
- Inquérito que investiga os atos do 8 de janeiro de
2023;
- Inquérito das Fake News;
- Inquérito sobre suposta interferência da PRF nas
eleições de 2022;
- Inquérito sobre adulteração de cartões de vacina de
Bolsonaro e aliados;
- Inquérito sobre entrada de joias doadas pela Arábia
Saudita e tentativas de reavê-las;
- Inquérito sobre a utilização indevida da ABIN.

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