Senador Rodrigo Cunha diz apoiar
investigação sobre empresa no Senado, mas afirma que iniciativa de Renan
Calheiros, seu adversário político e autor da proposição, tem ‘vícios
intransponíveis’
O presidente em exercício
do Senado,
senador Rodrigo
Cunha (Podemos-AL), defendeu nesta segunda-feira, 4, a
investigação da crise enfrentada em Maceió e
a responsabilização da Braskem,
multinacional responsável pela exploração de sal-gema no bairro Mutange. O
parlamentar se reuniu hoje com o prefeito de Maceió, João
Henrique Caldas, e o ministro do Turismo, Celso Sabino. O
bairro Mutange está em estado de emergência por risco de um colapso em uma
das minas
exploradas pelas empresa. Com o afundamento do solo recorrente na
última semana, os moradores precisaram deixar a região. Segundo dados do último
boletim da Defesa Civil, houve uma redução no afundamento, que chegou a
alcançar 6 centímetros em deslocamento vertical, para 0,25 centímetros por
hora.
Cunha disse apoiar uma Comissão
Parlamentar de Inquérito sobre a Braskem no Senado, mas criticou a iniciativa
do senador Renan Calheiros, autor do pedido de investigação e seu adversário
político local. “O que nós temos aqui é a certeza absoluta de que é
necessário fiscalizar sempre. No ano de 2019, as pessoas saíram de suas
residências, ali também teve um clamor, que era buscar a responsabilidade por
ação, ‘quem foi que causou isso?’ e quem causou ficou determinado tecnicamente
que foi a empresa Braskem”, iniciou o presidente em exercício do
Senado. “Acabo de sair de uma reunião com o diretor geral da Agência
Nacional de Mineração, em que ele confirmou tudo o que eu já sabia: durante
todo esse período houve uma licença ambiental sendo renovada constantemente
pelo Estado de Alagoas, à época o governador era Renan Filho, que hoje é
senador, ministro dos Transportes e filho do Renan Calheiros, que é o
propositor desta ação. Então, a CPI surge também com três vícios que são
intransponíveis. O outro problema é que o senador Renan Calheiros também foi
presidente da Sal-gema. E o que é a Sal-gema? É a Braskem hoje”, finalizou o
parlamentar do Podemos.
Em relação ao turismo na cidade,
Sabino informou que não há empecilhos para quem deseja visitar a capital
alagoana. “Não há nenhum aparelho turístico na cidade provocado pelo
afundamento. Estamos aqui para passar mensagem aos turistas que podem ir à
cidade com toda segurança”, disse o ministro. O prefeito de Maceió,
por sua vez, voltou a afirmar que a cidade de Maceió enfrenta uma “tragédia
social”. “Além de uma tragédia ambiental, de uma tragédia material, nós temos
uma tragédia social. Então, os danos sociais a quem a gente deve muita atenção
nesse momento, é justamente nessa visão maior, entender o fenômeno que está
acontecendo nesta cidade, já que quase 10% de sua população foi realocada, e
agora, com essa nova dinâmica social, nós precisamos repensar a nossa cidade”,
disse JHC.
Por Karoline Cavalcante e Janaína Camelo

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