Vista aérea mostrando o rio
Essequibo correndo em uma seção da floresta amazônica na região de
Potaro-Siparuni, na Guiana. Patrick FORT / AFP
Ministro das Relações Exteriores
guianense, Hugh Todd, disse que o país está ‘vigilante’ após aprovação do
referendo que permite anexação do território rico em petróleo
O presidente da Venezuela, Nicolás
Maduro, garantiu nesta segunda-feira, 4, que seu país vai
recuperar Essequibo,
região que pertence à Guiana, mas que os venezuelanos consideram como sua. O
local representa 70,4% do território guianense. Maduro afirmou que seu país
busca “construir consensos e que vai conseguir recuperar” esse espaço que é
rico em petróleo. Diante desse mais novo passo em direção à tomada da de
Essequibo, que possui 160 quilômetros quadrados e tem 125 mil habitantes, o
presidente da Guiana, Irfaan Ali, que denunciou o referendo realizado pela
Venezuela no domingo, 3, como uma “ameaça”, disse que se país está “trabalhando
incansavelmente para garantir que nossas fronteiras permaneçam intactas e que a
população e nosso país continuem seguros”, declarou em uma transmissão no
Facebook. O vice-presidente da Guiana, Bharrat Jagdeo, afirmou em entrevista
que está se preparando para o pior e que o governo está trabalhando com
parceiros para reforçar a “a cooperação de defesa”, disse e enfatiza que nas
conversas que vem tendo com outros líderes, Maduro tem afirmado que não tem a
intenção de invadir a Guiana. O ministro das Relações Exteriores guianense, Hugh
Todd, disse que o país está “vigilante” após a decisão do último domingo.
“Temos que permanecer sempre vigilantes […]. Embora não acreditemos que ele vá
ordenar uma invasão, temos que ser realistas sobre o ambiente na Venezuela e o
fato de que o presidente Nicolás Maduro pode fazer algo muito imprevisível”,
afirmou Todd sobre a consulta. Mais de 95% dos votantes apoiaram a criação de
uma província venezuelana no Essequibo, atualmente administrada pela Guiana, e
dar nacionalidade a seus 125 mil habitantes.
“Já deixamos claro que acataremos
a sentença do tribunal”, afirmou Todd, se referindo a decisão do Tribunal de
Hai, que decidiu no dia 1º de dezembro que a Venezuela não podia anexar
Essequibo, e pediu que Caracas evite qualquer iniciativa que comprometa o
status quo com o país fronteiriço. “A Venezuela deve se abster de qualquer ação
que modifique a situação atualmente em vigor no território em disputa”, disse a
Corte. A CIJ pronuncia-se sobre litígios entre Estados. Suas decisões são
vinculantes, mas não tem poder para que elas sejam cumpridas. Milhares de
guianenses formaram correntes humanas no domingo, chamadas “círculos de união”,
para mostrar seu apego à região. Muitos vestiam camisetas com frases como “O
Essequibo pertence à Guiana” e agitavam bandeiras do país. A reivindicação da
Venezuela pelo território se intensificou desde que a ExxonMobil descobriu, em
2015, petróleo em águas disputadas, o que deixa a Guiana com reservas de
petróleo comparáveis às do Kuwait e com as maiores reservas per capita do
mundo. A Venezuela argumenta que o rio Essequibo é a fronteira natural com a
Guiana, como em 1777, quando era colônia da Espanha, e apela ao Acordo de
Genebra, firmado em 1966 antes da independência da Guiana do Reino Unido, que
estabelece as bases para uma solução negociada e anulou um laudo de 1899 que
definiu os limites atuais. Segundo o presidente do Conselho Nacional Eleitoral
(CNE), 95,93% dos eleitores venezuelanos apoiaram a criação de uma província
chamada “Guiana Essequiba” e dar a nacionalidade do país a seus habitantes.
Por Jovem Pan
*Com agências
internacionais
http://dlvr.it/SzmNz5

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!