Mais cedo, o presidente Lula
sugeriu que os votos dos magistrados não fossem divulgados para frear
‘animosidade’
O presidente da Câmara dos
Deputados, Arthur
Lira (PP-AL), se opôs ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
e disse que o voto secreto no STF (Supremo
Tribunal Federal) ofusca o princípio da transparência. A ideia veio à tona
após Lula
sugerir que os votos dos ministros não divulgados, para evitar “animosidade”
entre as instituições. “Difícil você avaliar a posição de outras pessoas
sem você ter conversado com elas sobre. Sim, o que estamos vendo é um
posicionamento firme de muitos juristas, inclusive de ex-ministros, muito
contra. Você já tem uma Suprema Corte com muita visibilidade e agora você vai
ter muita visibilidade sem saber como estão votando?”, questionou Lira.
“O princípio da transparência que é tão exigido no televisionamento das
decisões vai ficar ofuscado, mas longe de mim saber quais são os motivos que
foram tratados para dar uma declaração como essa”, completou o presidente da
Câmara, em conversa com jornalistas.
Lula afirmou, durante uma live
nas redes sociais, que a sociedade não deveria saber como votam os magistrados.
A fala ocorre após o ministro Cristiano Zanin ter
sido alvo de críticas por conta dos seus votos. O advogado foi indicado por
Lula ao STF. “Este país precisa aprender a respeitar as instituições. Não cabe
ao presidente da República gostar ou não de decisão da Suprema Corte. A Suprema
Corte decide, e a gente cumpre. É assim que é. Se eu pudesse dar um conselho, é
o seguinte: a sociedade não tem que saber como que vota um ministro da Suprema
Corte. O cara tem que votar e ninguém precisa saber. Porque, aí, cada um que
perde fica com raiva e cada um que ganha fica feliz”, disse Lula.
Por Jovem Pan

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