Começou nesta sexta-feira em Havana a Cúpula do G77+China, o maior fórum de consulta e diálogo no âmbito das Nações Unidas (ONU), que reúne toda a América Latina e o Caribe, a África, o Oriente Médio e grande parte da Ásia, sem a Rússia.
Participam do encontro altos
representantes de ditaduras e regimes autoritários aliados de Cuba, como o
venezuelano Nicolás Maduro e o nicaragüense Daniel Ortega. Mas também dão a
conhecer a sua presença líderes de nações democráticas, como o presidente argentino,
Alberto Fernández; o brasileiro, Lula da Silva; e o colombiano Gustavo Petro,
entre outros.
O evento ocorre no Palácio de
Convenções da capital cubana sob o lema: “Desafios atuais do desenvolvimento:
papel da Ciência, Tecnologia e Inovação”.
A presença de líderes de países
democráticos em um evento organizado por uma ditadura que viola os direitos
humanos dos seus cidadãos gerou repúdio de grande parte da comunidade
internacional.
Em conversa com a Infobae, Javier
Larrondo, presidente da ONG Defensores dos Prisioneiros, explicou que “o G77 é
o grupo de países nos quais, devido ao papel dado pela União Soviética a Cuba
durante décadas, Cuba desenvolveu uma maior capacidade de influência e grande
parte do seu poder diplomático”.
Questionado sobre o que pensa dos
líderes dos países democráticos que responderam ao convite, Larrondo disse:
“Eles cometem um erro grave ao não discernirem as suas relações com base no
respeito pelos direitos humanos, mas temo que ninguém se atreva a dar o
primeiro passo nesse sentido. Além disso, a dinâmica de onde viemos não ajuda,
uma vez que muitas situações de violações muito graves dos direitos humanos
foram branqueadas em muitos países pelos atores mais importantes, e durante
anos.”
O secretário-geral da ONU, António
Guterres, também participou da cúpula. Em seu discurso, Guterres chamou o Sul
global a “levantar a voz para lutar por um mundo que funcione para todos”.
“Os sistemas e estruturas globais
falharam. A conclusão é clara: o mundo está a falhar com os países em
desenvolvimento”, disse Guterres.
Por sua vez, o ditador cubano
Miguel Díaz-Canel apelou à “democratização” das relações internacionais,
incluindo as Nações Unidas, para servir o Sul global.
“É escandaloso que um Estado
envolvido no tráfico de seres humanos, que apoia activa e abertamente a guerra
de agressão contra a Ucrânia, que mantém mais de 1.000 presos políticos e o seu
povo na miséria, seja o anfitrião do G77”, concluiu a ativista Rosa María Payá.
A cúpula do G77+China termina
neste sábado.
Com informações da Infobae

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