Tema está na Comissão de
Assuntos Econômicos; relator defende aprovação e diz que proposta não tem custo
e garante segurança
O projeto de lei que prevê
a volta
do nome do município e estado nas placas de todos os veículos do
país está na pauta desta terça-feira (19) da Comissão de Assuntos Econômicos do
Senado. O relator é o senador Lucas Barreto (PSD-AP), que apresentou parecer
favorável à proposta, como
adiantou ao R7. "A medida, além de importar maior identificação da
população com suas origens, implica na facilitação da aplicação de medias de
segurança, tanto em operações de trânsito quanto no combate ao crime", diz
o texto.
Se aprovado na Comissão de
Assuntos Econômicos, o projeto vai para a Comissão de Constituição, Justiça e
Cidadania (CCJ), onde será analisado sem a necessidade de passar pelo plenário
do Senado — o que ocorrerá apenas se algum senador apresentar recurso.
"É uma situação, realmente,
que tem dado problemas. Por exemplo: você não sabe de que local é o carro. Em
um acidente, ele facilmente some. É um projeto que permite que você tenha um
controle maior pro carro entrar e pro carro sair de um município. Fica mais
fácil identificar se é roubado", argumentou o parlamentar em entrevista
ao R7.
O projeto, do senador Esperidião
Amin (PP-SC), altera o Código de Trânsito Brasileiro e determina a obrigatoriedade
da nova placa depois de um ano da publicação da lei — ou seja, impacta apenas
os emplacamentos após essa data.
"A retirada do nome do
estado e da cidade das placas dificultou a identificação geográfica dos
veículos, o que traz consequências negativas para a adequada fiscalização do
trânsito", justifica o autor.
Ele menciona ainda a ajuda na
hora de identificar veículos irregulares, como os que estão com a documentação
vencida, envolvidos em práticas de transporte ilegal de passageiros ou cargas
ou que possuam pendências administrativas nos órgãos de trânsito.
A adoção do atual modelo de
identificação, padronizado para os países do Mercosul, foi adiada por seis
vezes devido a disputas judiciais, problemas de adaptação e credenciamento dos
fabricantes. O impasse persistiu até 2019, com o estabelecimento de uma
resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
Custo da placa
Um dos debates envolveu o custo
da nova placa para o motorista. O Departamento Estadual de Trânsito de São
Paulo (Detran-SP) chegou a recomendar no máximo R$ 138,24 para carro, ônibus e
caminhão e R$ 114,86 para motocicletas — os mesmos valores cobrados pelas
placas do padrão antigo, da cor cinza. No entanto, o valor varia de acordo com
a empresa que o motorista contrata para fazer o emplacamento.
Com isso, deixou de existir o
valor único e tabelado por estado, que era determinado por cada um dos
governos. Agora, cada empresa credenciada determina o valor que vai cobrar para
emitir a placa que está em vigor.
O cientista político Isaac Sassi
afirma que não dá para saber ainda como essa conta chegaria ao motorista.
"Apesar de o projeto prever algo relativamente simples, a insegurança em
relação aos custos é um fator relevante nesse tipo de norma. O custo das placas
ainda é desconhecido. Por exemplo, no DF a placa custa R$ 189, que já é um valor
alto, e não há como saber a quanto esse valor pode chegar", argumenta.
Além do custo para a produção de
novas placas, que será desembolsado pelo consumidor, segundo Sassi, o país terá
quatro tipos de placas oficiais em circulação: placas não refletivas, placas
refletivas, placas Mercosul e placas Mercosul com município e estado.
"Tudo isso somado a variações que já existem, como as placas vermelha,
verde, oficial, de corpo diplomático etc.", afirma.
A proposta de criar mais uma placa diminui a uniformização, que é a intenção principal desse tipo de identificação. ISAAC SASSI, CIENTISTA POLÍTICO
Placa atual
As placas atuais têm o fundo
pintado na cor branca, com o tipo de veículo identificado pela cor da fonte.
São elas: preta (veículos de passeio), vermelha (veículos comerciais), azul
(veículos oficiais); verde (veículos em teste), dourada (veículos diplomáticos)
e prateada (veículos de colecionadores). No modelo antigo, a placa tinha a cor
do fundo cinza.
O novo modelo de placa padrão
Mercosul conta ainda com itens de segurança, como um QR code presente no canto
superior esquerdo, que dificultaria clonagens e falsificações.
Emerson Fonseca Fraga, do R7, em Brasília


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