Ex-presidente afirma que sua
candidata é capaz de fazer ‘uma mudança profunda e real’ na Argentina
O ex-presidente argentino Mauricio Macri voltou
à arena eleitoral para explicitar seu apoio à Patricia Bullrich,
candidata da sua coalizão de centro-direita, “Juntos pela Mudança”. Seu
objetivo é silenciar as vozes que o ligam ao libertário Javier Milei. Apesar
da sua ausência na linha da frente da campanha eleitoral após os resultados das
eleições Paso (primárias, abertas, simultâneas e obrigatórias) realizadas em 13
de agosto, o nome do ex-presidente, que governou o país de 2015 a 2019, esteve
muito em voga e ligado ao líder da coalizão de extrema-direita “Liberdade
Avança”. Depois de ter sido o mais votado nestas prévias, Milei disse em várias
entrevistas que poderia contar com alguém da estatura de Macri em um papel
ligado à imagem exterior da Argentina em
possível mandato.
Para esclarecer da melhor maneira
possível, o ex-presidente reconheceu que a Argentina precisa de “uma mudança
profunda e real”, em entrevista à rede “Todo Noticias” na última segunda-feira,
12. Porém, para ele, essa desejada mudança só pode ser representada pela opção
de Bullrich, que foi sua ministra de Segurança. “Este é o momento em que temos
que trabalhar juntos todos aqueles que sonham com a mudança, deixando a raiva
de lado e apostando num espaço que amadureceu, que cresceu e que tem um
conjunto de líderes de valor”, disse Macri. O ex-presidente elogiou Bullrich e
destacou sua capacidade de liderar uma “mudança profunda, sem messianismo, sem
loucura e com firmeza” no país sul-americano.
Questionado sobre as propostas
econômicas do líder da “Liberdade Avança”, que defende a dolarização da
Argentina, Macri se alinhou com os economistas que se opõem a esta medida e
garantiu que esta proposta não passaria de “um atalho”. Apesar destas críticas,
o ex-presidente reconheceu ter enviado uma mensagem de texto a Milei para
parabenizá-lo após a vitória no PASO, mas minimizou a importância deste fato e
garantiu que apenas tem vocação para o “diálogo” com outras forças políticas.
“Espero que Milei e seus deputados, com o apoio que estão recebendo, apoiem
Patricia quando ela tiver que enfrentar reformas profundas de forma saudável”,
disse Macri.
O ex-presidente já havia apoiado,
de forma tácita, sua ex-ministra na disputa com o prefeito de Buenos Aires,
Horacio Rodríguez Larreta, pela candidatura definitiva às eleições
presidenciais de outubro. A partir de 10 de dezembro, um novo presidente
ocupará a Casa Rosada, depois do mandato do peronista Alberto Fernández.
que optou por não se reeleger.
Por Jovem Pan

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