Texto que obriga o Congresso a
validar repasses foi mantido na CCJ da Câmara dos Deputados, em derrota ao
governo
O diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES), Nelson Barbosa, criticou
a PEC que avança
na Câmara
dos Deputados que obriga que os bancos públicos precisem do aval
do Congresso para
empréstimos destinados a programas no exterior. “Imagina se cada exportação de
avião da Petrobras tiver que ser aprovada pelo Congresso. Imagina se cada
exportação de bem de capital tiver que ser aprovada pelo Congresso. Sabe
quantos países no mundo fazem isso? Nenhum. Isso não quer dizer que não tem que
ser transparente. É uma questão legítima, o Congresso quer saber mais e nós
estamos à disposição”, disse Barbosa. O governo Lula sofreu nova derrota e, com
votos de MDB, PSD, PP e União Brasil, a PEC foi mantida na pauta da CCJ.
O diretor de Inovação do
BNDES, Luís Gordon, ressalta que o banco não coloca recursos em
nenhum país, mas apoia as exportações de bens e serviços com recursos
destinados às empresas brasileiras e que geram emprego no país. “Se você for
pegar o apoio do setor público às empresas de cada país, é em média de 8% ao
ano. No Brasil é 0,3%, o que significa que as empresas estão perdendo
competitividade. Se ainda tiver que passar por mais uma instância, com mais um
custo, será mais perda de competitividade para as empresas brasileiras”, diz
Gordon. A oposição protocolou a PEC sob a justificativa de calotes milionários
de Venezuela e Cuba. Se a PEC for aprovada no Congresso, todos os empréstimos
ao exterior teriam que passar pelo aval da Câmara e do Senado nos
financiamentos via BNDES, Caixa e Banco do Brasil.
Por Jovem Pan
*Com informações do repórter
Marcelo Mattos

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