O governo alemão anunciou que vai
retomar o imposto sobre vendas de 19% sobre entregas de gás e calor a partir de
dezembro, três meses antes do planejado. A medida, que deveria durar até o
final de março de 2024, foi adotada em outubro passado para aliviar a pressão
sobre os consumidores num contexto de aumento dos custos da energia.
Segundo o vice-porta-voz do
governo alemão, Wolfgang Buechner, a decisão de retomar o imposto mais cedo foi
tomada porque os preços do gás natural voltaram a um “nível normal” mais rapidamente
do que o esperado.
A restauração da taxa mais
elevada levaria a um aumento nas receitas fiscais do sector público de 2,1 mil
milhões de euros (2,2 mil milhões de dólares), segundo um porta-voz do
Ministério das Finanças alemão.
A Alemanha dependia da Rússia
para cerca de 40% do seu gás natural antes de 2022, e foi uma das mais afetadas
pela redução no fornecimento de energia russa no ano passado, que foi quase
totalmente interrompido depois de a UE ter imposto sanções a Moscovo em
resposta ao conflito em Ucrânia.
Um relatório recente do
Ministério da Economia alemão projectou que os preços do gás na maior economia
da UE deverão subir e permanecer elevados pelo menos até 2027, a menos que
sejam tomadas medidas de emergência adicionais.

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