Embarcação deverá receber 500
migrantes entre 18 e 65 anos por tempo indeterminado; primeiro grupo entrou
nesta segunda-feira
Embarcou no Bibby Stockholm,
nesta segunda-feira, 7, o primeiro grupo de solicitantes de asilo no Reino Unido.
De início, foram 50 pessoas, mas a embarcação deverá receber 500 migrantes
entre 18 e 65 anos por tempo indeterminado. Ela foi modificada para instalar 22
cabines e é um projeto altamente polêmico criado pelo atual governo para
combater a imigração, e ficará ancorado no sudoeste da Inglaterra. Os
primeiros migrantes deveriam chegar na semana passada, mas sua instalação foi
adiada à espera das inspeções por parte dos bombeiros para descartar riscos de
incêndio. Com dificuldades nas pesquisas a um ano das próximas eleições
legislativas, o primeiro-ministro britânico, o conservador Rishi Sunak,
priorizou “parar as embarcações” que atravessam o Canal da Mancha ilegalmente e
vem aumentando suas iniciativas nesse sentido nos últimos dias. Uma delas
consiste em instalar os solicitantes de asilo em barcas atracadas nos portos. O
objetivo é economizar recursos na recepção dos migrantes, como os gastos com
hospedagem, ao mesmo tempo, em que se tenta dissuadi-los de pedir asilo.
Em Portland – único porto a
aceitar a instalação dessas barcas -, o projeto causou polêmica e irritou
moradores que temem por sua segurança. Outros denunciam que se trata de uma
“prisão flutuante” ao lado dessa localidade de 13 mil habitantes. Nesta
segunda, a ONG de defesa de migrantes Care4Calais denunciou um sistema “cruel”
e “desumano”, ressaltando que alguns requerentes de asilo “sobreviveram à
tortura e à escravidão moderna e tiveram experiências traumáticas no
mar”. O sistema de asilo do Reino Unido está sobrecarregado com pedidos de
asilo, e mais de 130 mil casos continuam sendo avaliados. Alguns remontam há
até seis meses, de acordo com dados do governo. Mais de 45 mil migrantes
tentaram cruzar o canal em 2022 e, desde o início deste ano, esse número chega
a 15 mil. Quem atravessa não tem direito a pedir asilo, de acordo com uma
nova lei que entrou em vigor em julho. A lei prevê que os
migrantes sejam deportados para países terceiros, como Ruanda, medida que está,
atualmente, bloqueada pelos tribunais.
Por Jovem Pan
*Com informações da AFP

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