Em entrevista ao Jornal da Manhã,
da Jovem Pan News, o parlamentar comentou o retorno da CPI do MST e detalhou as
investigações contra os invasores de terras
Relator da CPI que investiga invasões do
MST, o deputado federal Ricardo Salles (PL)
afirmou nesta terça-feira, 1º, que o movimento seria “um braço do governo”
de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News, Salles disse
que “uma ala do governo faz tudo para que as invasões aconteçam”. “O MST é
braço do governo, é braço da esquerda, é braço do PT. Eles estão 100% alinhados
a todo momento? Não. Às vezes, nenhum grupo político tem alinhamento total, há
desavenças (…) Não é que o governo está brigando com o MST por causa das
invasões de terras, isso é um teatro que eles estão tentando montar, não é
verdade. O governo tem uma ala que apoia, estimula e faz tudo para que as
invasões aconteçam”. Nesta terça, quando os parlamentares retornam do recesso,
a CPI retoma os trabalhos com depoimento do general Gonçalves Dias,
que chefiou o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), responsável pela Abin
no começo de 2023. O militar conseguiu autorização do STF para ficar em
silêncio ao comparecer à CPI.
Salles também defende que a
comissão seja prorrogada. “A CPI já avançou bastante e deixou claro o modus
operandi dessas invasões de terra no Brasil e a indústria de exploração da
miséria alheia que se estabeleceu com essas invasões (…) Por que a CPI precisa
continuar? Primeiro, porque a sua mera criação serviu como fator dissuasório
das invasões. Nós tivemos um grande volume de invasões de janeiro até abril. Em
maio, quando a CPI é instalada, há uma queda vertiginosa de invasões.
Entretanto, neste final de semana, a invasão de uma área de pesquisa super
importante da Embrapa no semiárido mostrou claramente que esse
discurso do MST e dos movimentos que invadem propriedades de que só invadem
terras improdutivas é um discurso mentiroso. A CPI precisa de mais tempo para
ir mostrando exemplos dessas invasões criminosas em diversos Estados do
Brasil.”
“Hoje, será ouvido o
general Gonçalves Dias, pelo fato de ele comandar a Abin nesse
período de maior turbulência. Antes da CPI ser instalada, quem estava à frente
da Abin era o Gabinete de Segurança Institucional, sob o comando do G. Dias.
Depois de março, passou para a Casa Civil, do ex-governador da Bahia Rui
Costa (…) Amanhã serão ouvidos na CPI os técnicos da CGU e do TCU que
apontaram inúmeras irregularidades no Programa Nacional de Reforma Agrária,
como desvio de dinheiro e uma série de problemas gravíssimos. Na quinta-feira,
nós vamos receber na CPI o José Rainha, que é amplamente conhecido
no Estado de São Paulo por ser o líder das invasões, das extorsões, das coações
e furtos”, declarou. Confira a entrevista completa no vídeo abaixo.
Por Jovem Pan

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