Após atritos com o presidente da
Câmara, Arthur Lira (PP), ministro da Fazenda disse que vai tentar sensibilizar
deputados pela aprovação da proposta
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco,
enviou para a Câmara dos Deputados três Medidas Provisórias (MPs)
que estão prestes a perder a validade. Os textos tratam de programas de
alimentação dos trabalhadores, reajuste de servidores e a atualização da tabela
de referência do Imposto
de Renda (IR). Mesmo após atritos
com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), Fernando Haddad disse
que vai tentar sensibilizar deputados pela aprovação da proposta. O texto da MP
já está em vigor, mas precisa ser aprovado pelo Congresso até o dia 28 de
agosto para não perder a validade. As votações foram tema de reunião
entre Pacheco e Haddad. Para o ministro da Fazenda, a única forma de permitir
que trabalhadores que ganham até R$ 2.640 não paguem o IR será taxar fundos e
empresas offshore (aquelas localizadas fora do país): “Toda vez que você
atualiza a tabela do Imposto de Renda você tem uma renúncia fiscal, essa
renúncia fiscal precisa, por lei, ser compensada”.
“Nós entendemos que deveríamos
adotar a prática da OCDE. Reunimos toda a legislação da OCDE, incluindo países
que são pares do Brasil, como México e Chile, pegamos a legislação de como isso
é tratado do âmbito da OCDE e colocamos como compensação da renúncia fiscal,
para que pessoas que ganhem até dois salários mínimos deixem de pagar”,
explicou. O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (sem
partido), pediu pressa na análise dos deputados: “Eu imagino que a Câmara dos
Deputados terá a sensibilidade necessária, em seguida o Senado, para que nós
votemos, nas próximas duas semanas, essas duas medidas provisórias”.
Por Jovem Pan

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