Operação de resgate contou com
especialistas em tirolesa, militares especializados e operadores do equipamento
Equipes de resgate do Paquistão conseguiram
resgatar todos os oito passageiros que ficaram presos em um teleférico nesta
terça-feira, 22. “Aliviado por saber que todas as crianças foram resgatadas com
sucesso e segurança”, escreveu o primeiro-ministro interino Anwaar-ul-Haq Kakas
em sua conta no X (antigo Twitter). “Grande trabalho em equipe pelos militares,
departamentos de resgate, administração distrital, bem como pela população
local”, acrescentou. Os passageiros, seis crianças e dois adultos, ficaram mais
de 15 horas presos no teleférico que estava suspenso por uma única corrente que
corria o risco de romper por causa dos ventos e do ar gerado pelo helicóptero
usado no resgate. “Especialistas em tirolesa, militares especializados e
operadores do teleférico estão nos auxiliando nas operações de resgate”,
informou Tanveer Ur Rehman, um representante do governo regional.
Os especialistas em tirolesa
desceram pelo cabo do teleférico para levar alguns dos resgatados até o solo.
“É uma operação delicada que exige uma precisão meticulosa”, explicou Ur
Rehman. O helicóptero não pode chegar muito perto da cabine, pois, com o ar
gerado, pode quebrar a única corrente que sustenta o teleférico. A cabine do
teleférico havia ficado paralisada a mais de 300 metros de altitude. Segundo o
relatório, um cabo da gôndola quebrou por volta das 7h45 (23h45 de
segunda-feira em Brasília), o que fez com que o teleférico ficasse preso no ar.
Os menores utilizavam o teleférico para ir à escola, localizada do outro lado
do vale, na província de Khyber Pakhtunkhwa. Essas cabines artesanais, que
funcionam com cabos ou mesmo com simples cordas, são comuns no Paquistão para
conectar aldeias isoladas em áreas montanhosas. Dez pessoas morreram em um
acidente parecido em 2017.

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