Parlamentares pediram
gravações, mas ministro respondeu que não pode compartilhar vídeos sem
autorização do Supremo
O ministro
da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, informou à Comissão
Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro que não pode enviar ao
colegiado as imagens feitas por câmeras de segurança do Palácio da Justiça no
dia dos episódios de vandalismo. De acordo com Dino, o compartilhamento é
“impossível” caso não haja permissão
do Supremo Tribunal Federal (STF).
Diversos parlamentares que
participam da CPMI pediram a cópia
das gravações das câmeras das partes interna e externa do ministério. O
Palácio da Justiça fica próximo à praça dos Três Poderes, onde aconteceram os
atos de violência no 8 de Janeiro. Dino, no entanto, disse que o envio dos
vídeos depende de autorização do STF.
“Em recente decisão, a
excelentíssima ministra Rosa Weber informou que a existência de diligências em
curso inviabilizaria o compartilhamento de provas com a CPMI. Como é cediço, as
investigações são realizadas sob sigilo, de modo que este ministro não tem
acesso ao andamento dos autos, razão pela qual não é possível saber se há
diligências em curso. Tampouco este ministério tem poderes sobre inquéritos
policiais, que tramitam sob a autoridade de um delegado de polícia, do
Ministério Público e do Poder Judiciário”, respondeu o ministro.
“Com efeito, o envio dos documentos por esta
pasta diretamente ao Poder Legislativo é impossível e poderá resultar no
descumprimento de decisão do Supremo Tribunal Federal e comprometer
investigações, gerando possível responsabilização deste remetente. Desta forma,
torna-se pertinente reforçar que o ofício no qual as imagens são requisitadas
pode ser direcionado ao STF, para manifestação conclusiva”, acrescentou Dino.
Na resposta enviada à CPMI, Dino
informou que solicitou a autorização do STF para que seja procedida a entrega
das imagens das câmeras de segurança do Palácio da Justiça. Segundo ele, o
Ministério da Justiça e Segurança Pública não se opõe à remessa de imagens.
“Apenas o Supremo Tribunal
Federal poderá decidir sobre o compartilhamento das imagens solicitadas, tendo
em vista a eventual existência de diligências em curso, bem como a
possibilidade de haver outros óbices legais, à luz do Código de Processo
Penal”, reforçou Dino.
Augusto Fernandes, do R7, em Brasília

0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!