Fernando Haddad e Sergio Massa, o
ministro argentino da Economia, anunciaram juntos a operação de financiamento;
instituição brasileira vai pagar produtores nacionais e será segurada pelo
Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF)
Os governo do Brasil e da
Argentina anunciaram um acordo nesta segunda-feira, 28, sobre o apoio das
exportações brasileiras ao país argentino, que irá abranger o mercado
automotivo e de alimentos. A medida foi anunciada pelo ministro da
Fazenda, Fernando
Haddad, e o ministro da Economia argentino, Sergio Massa. A
operação terá aporte do Banco do Brasil,
que será responsável pelo pagamento aos produtores brasileiros, com
contragarantia do Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF).
Dentro do Programa de Financiamento às Exportações (Proex), a operação
envolveria de US$ 500 milhões a US$ 600 milhões, segundo Haddad. “Entre US$ 500
milhões e US$ 600 milhões é o que o presidente do CAF se comprometeu a
estudar”, disse o responsável pela área econômica brasileira. Com reunião
marcada para o próximo dia 14, o conselho gestor do CAF ainda precisa aprovar
sua participação no negócio.
O anúncio da novidade foi feito
após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ministro da
Economia argentino, Sergio Massa, que é o candidato da situação à presidência
da Argentina, tem o apoio do petista. De acordo com Masas, até o dia 14 o CAF
deve dar um retorno acerca da autorização. Haddad ainda explicou que a oferta
do Ministério da Fazenda, de aceitar garantias em yuan, a moeda chinesa, continua
de pé. Ele explicou, contudo, que para o país vizinho a alternativa usando o
CAF seria mais vantajosa, por não comprometer as reservas de yuan da Argentina.
Nesse caso, contudo, a operação teria um volume menor, de US$ 140 milhões,
disse Haddad.
“A proposta tinha sido bem
recebida na Argentina, mas de sexta para cá, o CAF entrou, em virtude de uma
vantagem. Como a Argentina disponha de reservas em yuan para garantir
exportações brasileiras, oficialmente as reservas da Argentina diminuem. Com o
CAF, Argentina não precisa abrir mão dessas reservas para garantir
exportações”, disse Haddad,para quem quem a alternativa foi uma “novidade”.
“Estive com o presidente do CAF no ministério, eles confirmaram interesse em
fazer contrapartida às exportações”, explicou Haddad.
Por Jovem Pan

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