Paralisação é motivada
por transportadoras não estarem cumprindo pagamento do aumento salarial
acordado por sindicato
Uma greve nacional convocada pela
UTA, sindicato que representa os trabalhadores dos transportes públicos da
Argentina, paralisou nesta sexta-feira (7) a Área Metropolitana de Buenos Aires
(AMBA, que inclui a capital e a periferia) e outras seis províncias do país.
A greve, que começou à meia-noite
desta sexta-feira e terminará à meia-noite de sábado, deve-se, segundo o
sindicato, ao fato de as transportadoras "não cumprirem o pagamento do
aumento salarial resolvido e acordado para trabalhadoras e trabalhadores
representados pela UTA".
Essa "retenção de
tarefas", como a denominou o sindicato, acontece na AMBA, em La Plata
(capital da província de Buenos Aires) e nas províncias de Corrientes
(nordeste), Entre Ríos (nordeste), Santa Fé (nordeste), Formosa (norte),
Misiones (norte) e Tucumán (noroeste).
O comunicado assegurou que o
transporte "está garantido e será normal" nas demais províncias do
país, nas quais foi cumprido "o pagamento do aumento salarial
verificado".
Em declarações à imprensa, o
secretário-geral da UTA, Roberto Fernández, acusou as empresas de transporte de
utilizarem como "reféns" tanto os trabalhadores como os usuários do
transporte coletivo.
"Não vamos permitir que nos
façam reféns, porque esse punhado de empresários do transporte querem fazer
trabalhadores e usuários de reféns. Somos reféns de seus interesses
setoriais", destacou Fernández em declarações à emissora de televisão “Todo
Noticias”.
Nesse sentido, Fernández pediu
aos passageiros que possam ser afetados pela interrupção do serviço que
entendam os trabalhadores porque querem "receber o salário acordado meses
atrás".
Na última reunião paritária - que
regulamenta os reajustes salariais na Argentina, normalmente abaixo da inflação
-, as autoridades nacionais concederam o aumento salarial exigido pelo
sindicato, mas as empresas de transporte não aceitaram o convênio, alegando
falta de recursos econômicos, e exigiram um aumento do subsídio estatal.
Segundo a Associação Argentina de
Empresários de Transporte Automotor (AAETA), o Estado deve subsídios no valor
de 38 bilhões de pesos (cerca de R$ 710 milhões no câmbio oficial atual).
Por Agência
EFE

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