Redação do substitutivo foi
apresentada pelos deputados Aguinaldo Ribeiro (PP) e Reginaldo Lopes (PT) na
Câmara dos Deputados com alterações após debates com governadores
Os deputados Aguinaldo Ribeiro (PP)
e Reginaldo Lopes (PT) apresentaram o texto preliminar da reforma
tributária nesta quinta-feira, 22, ao Congresso Nacional.
Relator do grupo de trabalho voltado para o tema na Câmara dos Deputados,
Aguinaldo afirmou que foram feitos ajustes na proposta inicial após reunião com
governadores e representantes dos 26 estados e do Distrito Federal, realizada
mais cedo no mesmo dia. Reginaldo reforçou que o texto é preliminar e poderá
ser aprimorado durante as discussões. A apresentação das medidas funciona como
texto substitutivo da PEC nº 45/2019. Assim como apresentado no relatório, o
documento defende substituir os cincos tributos atuais (PIS, Cofins, IPI, ICMS
e ISS) pelo Imposto de Valor Adicionado (IVA), que será chamado de Imposto
Sobre Bens e Serviços. Destaque para a redução de 50% nos impostos que incidem
sobre produtos e serviços ligados a transporte público, medicamentos, serviços
de saúde, educação, produtos e insumos agropecuários, produtos de higiene,
alimentos de consumo humano, atividades artísticas e culturais nacionais. Além
disso, no Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação, foi criada uma regra
que permite a cobrança sobre heranças no exterior. Também ficou estabelecido imposto
progressivo em razão do valor da transmissão e foi transferida a competência do
imposto sobre bens móveis, títulos e créditos ao Estado onde tiver domicílio o
beneficiário.
Haverá redução de 100%
sobre alguns medicamentos, serviços de educação de ensino superior nos
termos do Programa Universidade para Todos (Prouni), serviços beneficiados pelo
Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse). Também serão
adotados regimes específicos de tributação para combustíveis e lubrificantes; serviços
financeiros, operações com bens imóveis, planos de assistência à saúde e
concursos de prognósticos; e operações contratadas pela administração pública
direta, por autarquias e por fundações públicas. Os parlamentares avaliam
redução de 100% para pessoas físicas que desempenhem as atividades
agropecuárias, pesqueiras, florestais e extrativistas vegetais in natura, além
da adoção de um limite de receita anual de R$ 2 milhões para que o produtor
rural pessoa física possa não ser contribuinte de IBS e CBS, permitindo que
repasse crédito
presumido aos adquirentes de seus produtos.
Sobre o cashback, o substitutivo
criou a possibilidade de devolução do imposto, de forma a ser definida na lei
complementar. Os regimes tributários favorecidos para a Zona Franca de Manaus e
o Simples Nacional foram mantidos. O texto instituiu o Fundo Nacional de
Desenvolvimento Regional com o objetivo de reduzir as desigualdades regionais e
sociais, mediante a entrega de recursos aos Estados e ao Distrito Federal para
aplicação em realização de estudos, projetos e obras de infraestrutura; fomento
a atividades produtivas com elevado potencial de geração de emprego e renda,
incluindo a concessão de subvenções econômicas e financeiras; e promoção de
ações com vistas ao desenvolvimento científico e tecnológico e à inovação. Os
aportes de recursos serão feitos pela União em valores que iniciam em R$ 8
bilhões em 2029 chegando a R$ 40 bilhões de reais a partir de 2033.
Além disso, a proposta dos
parlamentares garante os benefícios fiscais do ICMS convalidados até 2032, com
valores que iniciam em R$ 8 bilhões em 2025, aumentam até R$ 32 bilhões em
2028, reduzindo progressivamente até R$ 8 bilhões em 2032. O texto propõe a
criação do Conselho Federativo do Imposto sobre Bens e Serviços com gestão
compartilhada por estados, DF e municípios, com decisões tomadas a partir de
votos distribuídos de forma paritária entre estados e DF, e municípios. A
transição ocorrerá durante oito anos com vigência integral do novo sistema e
extinção do antigo em 2033. Sobre a tributação da renda e patrimônio, foram
estipulados a incidência do IPVA sobre veículos aquáticos e aéreos;
possibilidade de o imposto ser progressivo em razão do impacto ambiental do
veículo. Os parlamentares indicaram que o presidente da Casa, Arthur Lira (PP),
quer votar a reforma tributária até 7 de julho.
Por Jovem Pan
*Matéria em atualização; mais
informações em instantes

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