O Centro Municipal de Atendimento
Educacional Especializado (Cemaee) Padre João Machado Evangelho, que já é uma
referência na Região, recebeu a professora de Braille e ex-aluna da rede de Rio
das Ostras, Rhuana Barreto Moreira. A docente, que é deficiente visual e
leciona em São Francisco de Itabapoana, retornou ao Município com o objetivo de
aprofundar os seus conhecimentos no uso da informática para o ensino dos alunos
cegos e com baixa visão.
Rhuana estudou nas escolas
João Bento Duarte Neto, Rosângela Duarte Faria e Mônica de Andrade
Ribeiro, atualmente cursa Pedagogia e está à frente do atendimento e
da inclusão dos alunos são-franciscanos, multiplicando e compartilhando os
aprendizados adquiridos nas salas de aulas rio-ostrenses. No Município,
ela criou grandes laços, um deles com a professora Túlia Fernandes,
que agora auxilia a ex-aluna no intercâmbio no Cemaee.
No intercâmbio, a ex-aluna
aprofundou seus conhecimentos para a aplicação dos recursos de
informática para o aprendizado de deficientes visuais. O principal
mecanismo explorado pela professora foi o sistema Dosvox, programa desenvolvido
pela UFRJ e utilizado no Centro para que os alunos utilizem computadores e
desempenhem uma série de tarefas, adquirindo, assim, um nível alto de
independência no estudo.
“Hoje passa um filme de tudo que
eu vivi, porque a trajetória até aqui não foi fácil. Retorno a Rio das
Ostras para me aprofundar e levar mais conhecimento para que os alunos com
deficiência visual tenham mais qualidade de vida e acesso a aprendizagens. O
recado que eu deixo para todas as pessoas que perderam a visão é que não
desistam dos seus sonhos”, disse Rhuana.
INCLUSÃO – após
estudar em institutos de referência para alunos com cegueira e baixa visão,
Rhuana ingressou no ensino regular da Rede Municipal de Rio das Ostras para
alcançar, de fato, a socialização e a inclusão, obtendo, assim, novos
aprendizados para além do Braille.
“Rio das Ostras está muito à
frente na educação inclusiva. Hoje atendemos a 18 alunos na nossa sala de
Braille no Cemaee. Além disso, realizamos atendimentos às escolas para auxiliar
os alunos que precisam de algum suporte ou adaptação de materiais e realizamos
aprimoramentos com os auxiliares educacionais. O nosso município oferece os
suportes necessários para que os alunos não precisem se locomover aos
institutos de referência no Rio de Janeiro ou em Campos. Ensinamos para além do
braille”, destacou a professora Túlia.
Seguindo a rotina em sala de aula
nos atendimentos aos alunos com deficiência visual, Rhuana conta que a vontade
de ensinar foi despertada durante a convivência com a antiga professora. “A
minha vontade de ser professora nasceu com a tia Túlia. Criamos um vínculo e eu
passei a me encantar com a educação. Tenho na minha cabeça e no meu coração o
objetivo de levar a inclusão para minha cidade, porque não desejo que as
pessoas cegas e com baixa visão tenham a mesma dificuldade que eu tive para
conseguir estudar”, destacou.
CEMAEE – O Centro
foi inaugurado em julho de 2022 e tem sua proposta metodológica pautadas no
Desenho Universal na Aprendizagem (DUA) e no Currículo Funcional Natural. Entre
as atividades ofertadas estão a estimulação precoce de bebês de 6 meses a 3
anos, Horta, Orientação e Mobilidade, Espaço de Corpo, Som e Movimento, Sala
Maker, Sala de Libras e Sala de Braille.

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