Pequim tem estreitado laços com países do Atlântico Sul por meio de visitas e exercícios militares
Uma comitiva da Força Naval da China desembarca no Brasil nesta quinta-feira, 15. A visita faz parte de uma agenda em que os chineses tentam estabelecer parcerias com os países da América do Sul.
A Marinha brasileira irá
apresentar à China um plano de estudo sobre a presença de países na região
marítima. O objetivo é avaliar os impactos das potências navais no Atlântico
Sul e discutir estratégias de segurança marítima e cooperação regional.
O principal receio das
autoridades brasileiras é que o crescente interesse de potências globais no
Atlântico Sul possa trazer riscos à segurança marítima, como um possível
aumento de crimes no oceano e o vazamento de dados repassados por cabos
submarinos.
Essa aproximação tem se
intensificado desde a última década, quando a Marinha chinesa passou a
considerar o Atlântico Sul uma área de exploração prioritária.
Pequim tem estreitado laços com
países da costa ocidental da África por meio de visitas e exercícios militares.
Mais recentemente, autoridades chinesas demonstraram interesse em construir uma
base naval em Ushuaia, na Argentina, para consolidar sua atuação tanto no
Atlântico Sul quanto no Ártico.
Visita de “cortesia”
A comitiva chinesa será comandada
pelo secretário da Marinha, Yuan Huazhi. Integram ainda o grupo o vice-chefe do
Estado-Maior da Marinha chinesa, contra-almirante Li Pengcheng, e o adido de
Defesa da China no Brasil, general de brigada Zhang Linhong, além de outros
cinco oficiais.
Os chineses serão recebidos em
Brasília pelo comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen, e pelo chefe do
Estado-Maior da Força, almirante José Augusto Cunha. O grupo ainda visitará a
Escola de Guerra Naval, no Rio de Janeiro, e encerrará o périplo em Manaus,
Amazonas, onde conhecerá o Comando do 9º Distrito Naval.
Segundo a Marinha, será uma
“visita de cortesia” das autoridades da Força chinesa, sem expectativa de
acordos bilaterais. “A vinda da comitiva é resultado de iniciativa para a
retomada de visitas em nível da Defesa, iniciada em 2019. Ocorre agora por ter
sido adiada durante a pandemia”, diz a nota.
Pesca ilegal
A Marinha do Brasil vai
aproveitar o encontro para fazer apelos contra a pesca ilegal na costa
brasileira, segundo informou o jornal Folha de S.Paulo. A intenção
é pedir o apoio das autoridades chinesas para combater os ilícitos na região.
Chineses são acusados de
impulsionar a pesca ilegal no oceano que separa a América do Sul e a África,
utilizando embarcações que saem especialmente da costa africana sem rastreio.
REDAÇÃO OESTE

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