Luciano Ferreira Cavalcante
trabalhou no escritório do ex-senador Benedito de Lira, pai do presidente da
Câmara
O presidente da Câmara dos
Deputados, Arthur Lira (PP-AL), rompeu o silêncio e se manifestou sobre a
prisão de Luciano Ferreira Cavalcante, seu ex-assessor. Nesta quinta-feira, 1º,
a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação para
desarticular um grupo suspeito de praticar fraudes em licitações de kits de
robótica com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
“Não tenho absolutamente nada a
ver com o que está acontecendo”, afirmou Lira, em entrevista à GloboNews. “Não
me sinto atingido.”
Cavalcante é assessor nomeado na
Câmara dos Deputados para a liderança do PP na Casa. Antes, foi servidor
comissionado do escritório de apoio do ex-senador Benedito de Lira (PP-AL), pai do presidente da
Câmara.
O congressista disse que “não
pode” comentar o caso sem ter acesso aos autos. Além disso, Lira afirmou que
essa história é um processo antigo, atualmente em tramitação no Tribunal de Contas União (TCU).
As supostas fraudes ocorreram entre 2019 e 2022.
“Não posso emitir nenhum juízo de
valor”, declarou. “O que posso dizer é que tenho a postura em defesa das
emendas parlamentares, que levam benefícios para todo o Brasil e para toda a
população.”
Operação da PF mirou aliados
de Lira
A PF investiga fraudes que podem
ter gerado prejuízo superior a R$ 8 milhões. São cumpridos 26 mandados de busca
e dois de prisão temporária, expedidos pela Justiça Federal de Alagoas.
Mais de cem policiais federais e
13 servidores da Controladoria-Geral da União (CGU) cumpriram os mandados de
busca e apreensão. Foram 16 em Maceió (AL), oito em Brasília (DF), um em Gravatá
(PE), um em São Carlos (SP) e um em Goiânia (GO). Há ainda dois mandados de
prisão temporária na capital federal, todos expedidos pela 2ª Vara Federal da
Seção Judiciária do Estado de Alagoas.
O caso
Parte dos kits foi
contratada com recursos das emendas de relator. A empresa fornecedora é a
Megalic, que funcionava em uma casa no bairro de Jatiuca, em Maceió, com
capital social de R$ 1 milhão. A companhia é apenas uma intermediária, embora
tenha fechado contratos de pelo menos R$ 24 milhões.
A Megalic está em nome de Roberta
Lins Costa Melo e Edmundo Catunda, pai do vereador de Maceió João Catunda
(PSD), próximo a Lira, informou a Folha de S.Paulo.
Além da empresa e de Edmundo
Catundo, são alvos da PF outros aliados de Lira em Alagoas.
REDAÇÃO OESTE

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