Kérollen Cunha e Nancy Gonçalv es
gravaram um vídeo entregando uma banana e um macaco de pelúcia para crianças
negras em São Gonçalo, na Região Metropolitana
Rio - As influenciadoras Kérollen
Cunha e Nancy Gonçalves, investigadas por racismo contra duas crianças,
compareceram à Delegacia de Crimes Raciais e de Delitos de Intolerância
(Decradi) na manhã desta segunda-feira (12) para prestar depoimento. Na chegada
a distrital, ao serem questionadas pela imprensa, Nancy informou que não
prestaria declarações, enquanto a advogada disse que um posicionamento deve ser
feito apenas nas redes sociais.
O depoimento das influenciadoras, inicialmente estava
marcado para o último dia 6, mas foi reagendado para esta segunda
(12). Elas chegaram na delegacia acompanhadas de uma advogada, que também não
quis dar entrevistas.
Kérollen e Nancy passaram a ser
investigadas por racismo após aparecerem entregando uma banana e um macaco de
pelúcia para crianças negras em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio.
Nas imagens, as duas pedem para as crianças, abordadas nas ruas, escolherem
entre o presente e dinheiro. Em dois casos específicos, quando as crianças
escolhem pelo presente, ambas negras, uma ganha uma banana e outra um macaco de
pelúcia.
O caso veio à tona após a advogada Fayda Belo, especialista em direito
antidiscriminatório, denunciar o caso nas redes sociais. Em um vídeo, ela chama
a atitude das influencers de "racismo recreativo", que se trata da
prática disfarçada de humor, quando alguém usa de "discriminação contra
pessoas negras com intuito de diversão".
Em nota publicada nas redes sociais há uma semana, as influenciadoras afirmaram
que "não havia intenção de fazer qualquer referência a temáticas raciais
ou a discriminação de minorias".
Abordagens frequentes
Com a repercussão do caso, o delegado Luís Maurício Armond, da 74ª DP
(Alcântara), colheu, no último dia 2, o depoimento da família de um menino que
recebeu uma banana de presente. Segundo o delegado, os pais da criança
procuraram a unidade e relataram que o filho já havia sido abordado pelas
influenciadoras, que prometeram um dia de príncipe no shopping.
Na ocasião, elas iniciaram uma gravação e disseram que tudo que o menino
tocasse poderia levar, mas no final ele só levou uma bola e um outro brinquedo.
Ainda de acordo com os responsáveis, as influenciadoras costumavam abordar
crianças que vendiam balas no sinal em Alcântara, em São Gonçalo, na Região
Metropolitana do Rio, há pelo menos três anos.
Ainda no último dia 2, a Decradi instaurou mais um inquérito após receber mais
um vídeo que mostra as influenciadoras entregando uma banana amassada dentro de
uma carteira para uma mulher negra.

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