Ditadura norte-coreana
empregou hackers habilidosos para financiar armas nucleares e
mísseis balísticos
Hackers empregados
pela Coreia do Norte foram responsáveis por roubar uma enorme quantidade de
criptomoedas nos últimos cinco anos com o uso de táticas inteligentes para
enganar suas vítimas. A informação é do jornal Wall Street Journal,
dos Estados Unidos, e foi divulgada na segunda-feira 12.
Ao longo dos anos, a ditadura
norte-coreana acumulou cerca de US$ 3 bilhões em criptomoedas, com destaque
para o ataque ao jogo infantil Axie Infinity em 2021, no qual ladrões virtuais
roubaram um total de de US$ 600 milhões dos usuários do jogo.
A ação criminosa foi realizada
por alguém que se passou por um recrutador e entrou em contato com um
funcionário da Sky
Mavis, empresa responsável pela Axie Infinity. O hacker compartilhou
um documento com o potencial candidato, contendo um malware que
permitia acesso ao computador dele.
O ataque ao Axie Infinity é um exemplo
de como a ditadura da Coreia do Norte vem aprimorando suas habilidades para
visar e executar esses crimes virtuais, que ajudam a financiar seu
programa de armas nucleares e mísseis balísticos. De acordo com a
publicação, as criptomoedas roubadas correspondem a 50% do valor utilizado para
o financiamento do programa de mísseis do país.
Métodos de ataques na
Coreia do Norte
Nos últimos anos, os hackers têm
se passado por funcionários de tecnologia da informação e do governo,
disfarçando-se até mesmo de desenvolvedores de blockchain japoneses
e trabalhadores do setor tecnológico do Canadá.
Eles representam a chamada “força de trabalho paralela” e podem chegar a pagar
até US$ 300 mil por ano aos envolvidos no esquema norte-coreano.
Em alguns casos, os hackers até
tentam ser contratados pelas empresas que pretendem atacar, utilizando cidadãos
de países ocidentais para participar das entrevistas. Uma vez contratados, eles
realizam pequenas alterações nos produtos, permitindo que sejam hackeados.
Em geral, os ataques hackers realizados
pela Coreia do Norte estão se tornando cada vez mais avançados e seus golpes
mais difíceis de detectar. Segundo fontes citadas pelo Wall
Street Journal, as empresas estão travando uma verdadeira “corrida
armamentista” contra os criminosos.

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