Arqueólogos encontram fósseis de ancestrais dos elefantes | Rio das Ostras Jornal

Arqueólogos encontram fósseis de ancestrais dos elefantes

Cemitério onde os ancestrais dos elefante foram descobertos 
Foto: Reprodução/Museu da Flórida/Kristen Grace

Cemitério onde restos foram achados tem 5 milhões de anos

Uma equipe de arqueólogos encontrou fósseis de Gomphotherium, ancestrais dos elefantes, que teriam vivido durante o fim do período Mioceno. Os pesquisadores acharam os ossos sob montanhas de areia e argila perto de um rio, no norte da Flórida, nos Estados Unidos. A descoberta foi anunciada no portal Phys.org, na quinta-feira 31.

O “cemitério” tem 5 milhões de anos. Nele, os cientistas descobriram esqueletos completos, com um adulto e pelo menos sete filhotes. Jonathan Bloch, curador de paleontologia de vertebrados do Museu de História Natural da Flórida, estima que o adulto media 2,5 metros de altura. Com as presas incluídas, o crânio tem mais de 3 metros de comprimento.

Ao contrário do seu semelhante mais conhecido, o mamute-lanoso, que surgiu e desapareceu pouco antes e depois das eras glaciais do Pleistoceno, o Gomphotherium tem um registro fóssil muito longo, com mais de 20 milhões de anos. Eles se originaram na África, no início do Mioceno e, com o tempo, se dispersaram para Europa e Ásia.

Ilustração de um elefante ‘ Gomphotherium’ 
 Foto: Museu da Flórida/Merald ClarkAlguns fósseis 


Encontrados no cemitério de 5 milhões de anos 
 Foto: Museu da Flórida/Jeff Gage

Como os fósseis dos ancestrais de elefantes foram achados

Desde 2015, as escavações ocorrem no sítio arqueológico Montbrook Fossil Dig, quando Eddie Hodge, um proprietário de terras da região, contratou pesquisadores do Museu da Flórida, momentos depois de ter encontrado os fósseis em sua propriedade por acaso.

Em março de 2022, Bloch e sua equipe descobriram partes de um esqueleto de Gomphoterium. Mas, a princípio, não parecia grande novidade. Quando Dean Warner, professor de química aposentado e voluntário na escavação, encontrou um pé articulado de algo muito grande que as atenções se voltaram para o achado.

“Comecei a encontrar um após o outro, os ossos do dedo do pé e do tornozelo”, disse o pesquisador, no comunicado. “Conforme continuei a escavar, a ulna e o rádio começaram a aparecer também.”

ESTÊVÃO JÚNIOR

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