Presidente russo, Vladimir Putin, preside uma reunião por videoconferência com membros do governo russo na residência Novo-Ogaryovo, nos arredores de Moscou. EFE/EPA/GAVRIIL GRIGOROV / SPUTNIK / KREMLIN POOL MANDATORY CREDITO
Porta-voz russo informou que
ninguém ficou ferido e que ação foi vista como ato terrorista; ele também
afirmou que o país ‘se reserva o direito de adotar medidas de retaliação quando
e onde considerar apropriado’
A Rússia informou
nesta quarta-feira, 3, que a Ucrânia tentou
matar o presidente russo, Vladimir
Putin, com drones americanos. “Dois drones direcionados contra o
Kremlin foram desativados graças à utilização de sistemas de radar”, afirmou o
Kremlin, acrescentando que a tentativa de ataque aconteceu terça a noite.
“Vemos estas ações como uma tentativa de ato terrorista e um atentado contra a
vida do presidente, perpetrado na véspera do Dia da Vitória e da parada militar
de 9 de maio, que deverá contar com a presença de convidados”, acrescentou. Os
drones e os seus fragmentos caíram no complexo do Kremlin, sem
causar vítimas ou danos materiais, segundo a nota. O Kremlin garantiu que Putin
“não ficou ferido” e que “continua trabalhando como habitualmente”. No entanto,
a presidência avisou que a Rússia “se reserva o direito de adotar medidas de
retaliação quando e onde considerar apropriado”.
Após a suposta tentativa de
ataque ucraniano ao Kremlin por dois veículos aéreos não tripulados, as
autoridades de Moscou proibiram nesta quarta-feira a utilização de drones na
capital. “Tomamos a decisão de proibir a utilização de drones em Moscou a
partir de hoje”, declarou o prefeito da capital, Sergey Sobyanin, em seu canal
Telegram. Sergey Sobyanin acrescentou que os drones utilizados para fins
estatais continuarão sendo autorizados a voar no espaço aéreo da
capital. “A decisão foi tomada para evitar o uso não autorizado de
veículos aéreos não tripulados, o que dificultaria o trabalho dos serviços de
segurança”, explicou. O prefeito enfatizou que o lançamento não autorizado
de um drone é “crime e acarreta responsabilidades administrativas e penais”.
ela manhã, os russos já haviam
informado que o Serviço Federal de Segurança (FSB) da Rússia tinha detido
integrantes de uma rede de sabotadores ucranianos que planejava ataques,
incluindo assassinatos, na Crimeia, península anexada e controlada por Moscou
desde 2014. “O FSB desarticulou as atividades de uma rede de agentes da
inteligência militar ucraniana que planejava executar atos de sabotagens e
ataques terroristas na Crimeia”, afirma um comunicado divulgado pelo Serviço
Federal. Sete pessoas foram detidas, de acordo com a nota, que também cita a
apreensão de explosivos e detonadores. O comunicado afirma que os componentes
explosivos procediam da Bulgária e entraram na Rússia através da Turquia e da
Geórgia. O FSB afirmou que o grupo planejava matar líderes políticos, incluindo
o governante da Crimeia designado por Moscou, Serguei Aksionov. “Não há dúvida
de que as pessoas que ordenaram os crimes estão em Kiev”, disse Aksionov em seu
canal no Telegram. Ele afirmou que o mesmo grupo executou um ato de sabotagem
em uma ferrovia em fevereiro.
Por Jovem Pan
*Com informações da AFP e da
EFE

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