Ministras do Meio Ambiente, da
Saúde e dos Povos Originários viajaram a Roraima após ataques a indígenas
Yanomami
A ministra do Meio
Ambiente, Marina
Silva, afirmou nesta segunda-feira, 1º, que as operações contra o
garimpo ilegal serão reajustas e intensificadas após o ataque a tiros de
garimpeiros a três indígenas Yanomamis no sábado, 29. O ataque aconteceu na
comunidade Uxiu, dentro do território da Terra Yanomami, em Roraima.
Um indígena, de 36 anos, não resistiu aos ferimentos e morreu. Os outros dois
estão hospitalizados, na capital Boa Vista, mas fora de perigo. “Tivemos ontem
uma reunião emergencial diante da ação criminosa que ataca os povos indígenas,
e particularmente do povo Yanomami, e a ação do governo é de fazer um ajuste
nas operações com base nos dados que vão surgindo a todo o momento”, disse a
ministra durante coletiva de imprensa. A titular da pasta viajou à Roraima
nesta segunda-feira ao lado das ministras da Saúde, Nísia Trindade, e
dos Povos Originários, Sônia Guajajara, onde
fizeram um sobrevoo na região. “Vamos reforçar as equipes do Ibama, do PRF, da
Polícia Federal com suporte das Forças Armadas que é fundamental no suporte
logístico e toda a parte operacional para que a gente possa dar uma
resposta”, afirmou Marina.
A Polícia Federal (PF) recebeu a
informação sobre o confronto no início da noite de sábado. Na madrugada deste
domingo, 30, duas equipes de agentes federais com apoio da Força Aérea Brasileira (FAB)
e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) foram
até o local do conflito para investigar o caso. A polícia disse que outras
diligências seguem em andamento para a identificar, localizar e prender os
autores dos crimes. Durante a coletiva, Marina Silva disse que cerca de 70% a
80% de garimpeiros já foram retirados do território, mas que há resistência dos
garimpos ainda ativados. “Tem uma parte [dos garimpeiros] que está resistindo
violentamente e obviamente é preciso que haja uma ação cada vez mais intensa
para poder dar resposta”. Sônia Guajajara, por sua vez, pediu que os
garimpeiros saiam da região voluntariamente para que possam ser cadastrados em
ações sociais e criticou a postura de autoridades que incentivam a permanência
da atividade ilegal. Em janeiro, o governador de Roraima, Antonio Denarium,
chegou a dizer que os garimpos ilegais no território Yanomami não são os
responsáveis pela crise sanitária que atingiu aldeias indígenas no início do
ano. “O Estado não pode insistir em permanecer, apoiar ou incentivar a
presença, a permanência dos garimpeiros no território Yanomami, porque o estado
não pode ter como principal atividade econômica uma atividade ilícita”, disse
Guajajara.
Por Brasília

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