Jovem de 18 anos foi abordada
pelos agentes sob suspeita de estar com drogas. Ela e uma amiga foram levadas
para um local deserto, onde, segundo a Corregedoria, o crime teria ocorrido.
O RJ2 teve acesso ao boletim de
ocorrência registrado por
uma vítima de estupro em Saquarema,
na Região dos Lagos do Rio, que acusa policiais militares do crime.
Segundo as investigações, a
vítima, de 18 anos, e uma amiga dela foram abordadas dentro de um bar do
município por dois agentes, sob suspeita de que elas estariam com drogas. De
acordo com as investigações da Corregedoria, eles teriam levado as moças para
um local deserto e um cabo da Polícia Militar teria cometido o estupro,
ameaçando a jovem com uma faca.
A Corregedoria da PM afirma que
um exame comprovou o estupro.
Ao todo, as jovens ficaram 3
horas em poder dos policias. No registro, a jovem de 18 anos contou que foi
xingada, algemada e teve a amiga ameaçada de morte pelo cabo Gerson Jucá Rolim
de Paula. A violência sexual durou 20 minutos e o agressor não usou
preservativo. Ela conta ainda que um outro policial chegou para ele dizendo que
ele "não perde essa mania", dando a entender que o PM faz sempre isso
com mulheres.
Ela
também viu o policial que a
estuprou consumindo cocaína na viatura
"Me sinto aliviada né,
porque não posso ver uma viatura ou um carro estranho na rua que já começo a
ficar traumatizada. Que bom que a Justiça foi feita, principalmente com o que
estuprou", disse a vítima do RJ2.
A Corregedoria da Polícia Militar
prendeu, na manhã desta segunda-feira (1°), quatro policiais suspeitos de
envolvimento com o estupro, que ocorreu na quarta-feira (26).
Além dos dois agentes acusados de
fazer a abordagem, a vítima também identificou outros dois agentes que estavam
em uma segunda viatura, que acompanhou os agentes que estavam com a vítima até
o local deserto.
Os policiais presos são o
sargento Diogo Viana Lourenço, do 25º BPM, cabo Sanclair Marinho Antunes
Corecha, também do 25º BPM, cabo Alexsander Moreira de Simas (UPP) e o cabo
Gerson Jucá Quirino Rolim de Paula (UPP).
A vítima
denunciou os policias na
delegacia e a Polícia Civil começou a investigar o caso.
Além disso, a Corregedoria teve
acesso ao laudo pericial da 118ª DP (Araruama), registrando a compatibilidade
de lesões encontradas em casos de estupro.
No dia do crime, os policiais
identificados pela vítima estavam de serviço pelo Programa de Reforço de
Segurança (Proeis) na cidade de Saquarema.
A Corregedoria analisou os dados
do GPS das viaturas utilizadas pelos policiais, assim como as imagens das
câmeras de monitoramento da cidade.
A defesa dos policiais San Clair
Corecha e Alexsander Moreira dizem que eles estavam na outra viatura, não viram
se os colegas cometeram estupro e não estão envolvidos no caso.


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