Desempenho negativo na maioria
das unidades federativas elevou a taxa de desocupação para 8,8%; Nordeste tem a
pior situação
O aumento
do desemprego para 8,8% no primeiro trimestre, o equivalente a 9,4
milhões de pessoas desocupadas, foi puxado pelo desempenho negativo do mercado
de trabalho em 15 estados e no Distrito Federal.
Em todas as demais unidades da
federação, a taxa de desocupação ficou estável, segundo dados publicados nesta
quinta-feira (18) pela Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de
Domicílios Contínua), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística).
Na mesma comparação, a
desocupação cresceu em todas as grandes regiões, com destaque para o Nordeste,
onde o desemprego aumentou 1,4 ponto percentual e alcançou 12,2% da população.
Alessandra Brito, analista da
pesquisa, explica que o aumento da desocupação e a queda da ocupação, de forma
simultânea, resultaram no crescimento da taxa de desocupação nas grandes
regiões, assim como ocorreu no resultado nacional.
“Após um ano de 2022 de
recuperação do mercado de trabalho pós-pandemia, em 2023, parece que o movimento
sazonal de aumento da desocupação no começo do ano está voltando ao padrão da
série histórica”, explica ela.
Confira a situação do mercado
de trabalho em cada unidade da federação
De acordo com os pesquisadores, o
aumento das taxas de desocupação ocorre, historicamente, nos primeiros meses do
ano, como reflexo do desligamento de empregados temporários contratados no fim
do ano anterior, e uma maior pressão sobre o mercado de trabalho no período.
Regiões
No primeiro trimestre, o Nordeste
segue com a maior taxa de desocupação entre as regiões, enquanto o Sul (5%) tem
a menor. Das dez unidades da federação com os maiores percentuais, sete são
estados nordestinos. Entre eles, destacam-se Bahia (14,4%) e Pernambuco (14,1%),
com as maiores taxas do Brasil.
Alessandra afirma que a diferença
entre os estados é ligada à informalidade. “Bahia e Pernambuco, bem como a
região Nordeste como um todo, têm um peso maior de trabalho informal (emprego
sem carteira e conta própria sem CNPJ), o que torna a inserção no mercado de
trabalho mais volátil e pode gerar pressão de procura por trabalho. Isso se
reflete numa maior taxa de desocupação, se comparado à taxa para o Brasil”, diz
a analista.
Por outro lado, as menores taxas
de desocupação foram registradas por Rondônia (3,2%), Santa Catarina (3,8%) e
Mato Grosso (4,5%). Todos os estados do Norte e do Nordeste registraram taxas
de informalidade maiores que a média nacional (39%). Os maiores percentuais
entre eles foram registrados por Pará (59,6%), Amazonas (57,2%) e Maranhão
(56,5%).
A analista explica que o trabalho
informal traz menos garantias relativas aos direitos trabalhistas, além de ser
menos estável. “Esse tipo de inserção torna o trabalhador mais suscetível à
instabilidade no mercado de trabalho, sobretudo em momentos de crise, como foi
a pandemia.”.
As menores taxas de informalidade
foram registradas por Santa Catarina (26,1%), Distrito Federal (30,3%) e São
Paulo (30,6%). "Regiões onde o trabalho informal tem mais peso tendem a
apresentar taxas de desocupação mais altas", completa Alessandra.
Do R7


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