Em 2022, o ex-ministro avisou que
o petista fracassaria se fosse presidente
“Uma tragédia grande. A margem
pra aumentar juros não existe mais. Ele não tem lucidez disso, não quer ouvir e
o quadro técnico ao lado dele é de oitavo nível. Quando chegar lá, uma conta
impagável com Renan Calheiros, Eunício Oliveira, MDB, Guilherme Boulos,
ministério pra todo mundo. Tudo num cenário completamente diferente de 2003. E
a expectativa do povão é cerveja e picanha. Ele vai botar um banqueiro em
Economia, entregar as políticas de papo-furado — mulher, índio e negro — para o
PT se divertir, a política e o Orçamento pro centrão e vai passear no
estrangeiro”.
Essa análise é do ex-ministro
Ciro Gomes (PDT). O alvo? O então candidato à Presidência da República Luiz
Inácio Lula da Silva.
Segundo Rodrigo Constantino, o
pedetista acertou em quase tudo. “Tirando o banqueiro na Economia, cada
previsão se concretizou”, observou, em artigo publicado na Edição 164 da
Revista Oeste. “Lula segue fazendo várias viagens e consumindo
milhões dos pagadores de impostos para se hospedar em hotéis de luxo ou levar
companheiros no avião oficial enquanto autoriza liberar até R$ 10 bilhões das
‘emendas do relator’ para o centrão, de olho na ‘governabilidade’ no Congresso
após derrotas expressivas. O Orçamento secreto era ‘o maior escândalo de
corrupção da história’, segundo Lula, mas agora ele quer utilizar o instrumento
para seu projeto de poder.”
“Lula foi parar na cadeia”,
diz Ciro
Ciro rompeu o silêncio de sete
meses e voltou a criticar Lula. Na sexta-feira 12, durante uma palestra na
Universidade de Lisboa, em Portugal, o pedetista disse que o chefe do Executivo não foi inocentado
pela Justiça.
“Caramba, Lula foi parar na
cadeia”, lembrou Ciro, em sua primeira declaração sobre o petista desde o fim
das eleições presidenciais. “Será possível que não aprendemos nada? Ou
acreditamos que Lula foi inocentado? Ele não foi inocentado. Lula teve direito à
presunção de inocência restaurada, é diferente de ser inocentado num
julgamento. Por quê? Porque não teve o devido processo legal. Nunca teve, e
denunciei na mesma hora.”
O ex-ministro criticou o
arcabouço fiscal, proposto pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e disse
que o governo está “completamente entregue à banqueirada”. “O Brasil não tem
projeto para nada”, observou. “Bolsonaro é uma tragédia, mas, meu amor, cadê o
projeto anterior que a gente tinha e não tem mais? Não tem mais projeto para nada.”
Ciro disse ainda que Lula é
responsável pelo “reacionarismo” no país e que não tem compromisso com a
mudança. Além disso, criticou a possível indicação do advogado Cristiano Zanin
ao Supremo Tribunal
Federal e rechaçou a liberação de emendas de relator no Congresso.
O assinante pode ler o artigo de
Rodrigo Constantino ao clicar neste link.
REDAÇÃO OESTE

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