A declaração do presidente
brasileiro é recebida por Israel bem quando o país celebra sua independência
Em declaração à imprensa nesta
quarta-feira, 26, o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva fez uma série de críticas à Organização das Nações Unidas
(ONU), diretamente da Espanha, incluindo sobre a criação de Israel e da
Palestina e críticas acerca da ação da ONU na guerra da Rússia contra a Ucrânia.
Lula diz que a ONU criou
Israel, e não a Palestina
“Vejo que a ONU era tão forte que
em 1948 ela conseguiu criar o Estado de Israel”, disse Lula. “Em 2023, ela não
consegue criar o Estado palestino”, completou.
Em 1947, os países membros da ONU
aprovaram uma resolução de partilha da Palestina, numa sessão presidida por
Oswaldo Aranha, diplomata brasileiro.
A resolução tinha como objetivo
criar dois Estados: um para os árabes e um para os judeus. As lideranças
judaicas aceitaram a proposta da ONU, e, assim, Israel foi fundado no dia 14 de
maio 1948.
Os árabes, contudo, recusaram a
proposta — e desde então se colocaram contra a presença de um Estado soberano
voltado ao povo judeu no Oriente Médio.
Ou seja, quem criou Israel não
foi a ONU, mas, sim, os próprios judeus, com base na resolução das Nações
Unidas. De igual modo, não foi a ONU a responsável pela não criação de um
Estado soberano da Palestina. Foram os árabes da época que recusaram a criação
do país.
A declaração de Lula é
recebida por Israel bem quando o país celebra sua independência.
Lula diz que a ONU falhou na
guerra da Rússia contra a Ucrânia
Lula também disse que a ONU
falhou na guerra da Rússia contra a Ucrânia. O conflito dura mais de um
ano — tropas de Moscou invadiram território ucraniano em fevereiro de 2022.
“A ONU que me perdoe, mas poderia
ter convocado algumas sessões extraordinárias com todos os países membros para
discutir a guerra”, disse o presidente. “Por que não faz isso? Por isso vamos
estar provocando para ter essa discussão.”
Em meio à pressão para se
posicionar, Lula defendeu a ideia de que Brasília condenou a ocupação
territorial “desde o começo”.
E, ao reclamar que se sente
gritando só no deserto, Lula sugeriu a criação de um “G20 da paz” paralelo às
ações da ONU. “O problema é que a guerra começou sem que houvesse muitas e
muitas negociações para um acordo”, disse o presidente brasileiro.
EVELLYN LIMA/Revista Oeste

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