As compras ocorreram neste ano, com dispensa de licitação
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva gastou
aproximadamente R$ 200 mil em móveis para o Palácio da Alvorada. A Presidência
comprou dois sofás, duas poltronas e um colchão king size numa
loja de um shopping em Brasília. A informação é do jornal Folha de
S.Paulo.
O custo mais alto é do sofá, reclinável para a cabeça e para
os pés: R$ 65 mil. Já a cama para o presidente e para a primeira-dama, Janja, é
avaliada em pouco mais R$ 42 mil. As peças têm revestimento de couro italiano,
100% natural, e recebem tratamento específico para evitar ressecamento.
A Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) informou que a
compra se deve às supostas más condições dos móveis encontrados anteriormente
no Alvorada. “A ausência de móveis e o péssimo estado de manutenção encontrado
na mobília do Alvorada exigiram a aquisição de alguns itens”, justificou. “Os
móveis adquiridos agora integram o patrimônio da União e serão utilizados pelos
futuros chefes de Estado que lá residirem.”
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As compras ocorreram neste ano, com dispensa de licitação.
A lista de compras de Lula e Janja inclui:
- Sofá
(306 centímetros de largura, 110 centímetros de profundidade), com
mecanismo elétrico reclinável para a cabeça e para os pés, revestido em
couro na tonalidade cinza, grão natural. Valor: R$ 65.140;
- Sofá
(232 centímetros de largura, 109 centímetros de profundidade), com
mecanismo elétrico reclinável para a cabeça e para os pés, revestido em
couro na tonalidade cinza, grão natural. Valor: R$ 31.690;
- Cama
(231 centímetros de largura, 246 centímetros de profundidade e 94
centímetros de altura), com revestimento em couro grão natural, lixamento
leve e acabamento oleoso. Pés em metal e revestimento secundário em
tecido. Valor: R$ 42.230;
- Poltrona
ergonômica (90 centímetros de largura e 82 centímetros de profundidade),
revestida em couro, com pufe na cor branca, revestimento em couro grão
natural, com almofadas do assento com enchimento em poliuretano e
estrutura metálica. Valor: R$ 29.450;
- Poltrona
fixa (107 centímetros de largura e 94 centímetros de profundidade), em
veludo azul, com pés em aço inox, estrutura em madeira de reflorestamento,
pinus naval. Valor: R$ 19.270; e
- Colchão
(193 centímetros de largura e 203 centímetros de comprimento) masterpiece
top visco. Valor: R$ 8.990.
Alvorada “semidestruído”
Em janeiro, durante entrevista à GloboNews, Lula disse que
encontrou o Alvorada “semidestruído”. “Herdei o Alvorada de um mandato de oito
anos do Fernando Henrique Cardoso e recebi tudo limpo e cuidado”, disse o
petista, na ocasião. “Do jeito que estava, fui morar por oito anos. Quando
entreguei o Palácio para Dilma, deixei tudo limpo e, inclusive, reformado.
Fizemos uma reforma com 25 empresários. Era uma doação deles para a União e
para o patrimônio público. Agora, sinceramente, não sei o que foi feito no
Alvorada. Quando cheguei lá, não havia cama no quarto.”
Lula engrossou as críticas de Janja. A primeira-dama, aliás,
chegou a levar a Rede Globo ao local. O objetivo era fazer uma vistoria.
Depois do episódio, Michelle Bolsonaro manifestou-se nas
redes sociais e alegou que, diferentemente do que Janja havia afirmado, o
edifício foi preservado durante o mandato do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ela aproveitou a ocasião para lembrar da reforma contratada pelo petista em sua
primeira passagem pela Presidência da República.
“É de conhecimento público que, em 2006, o local passou por
uma reforma avaliada em milhões”, lembrou a ex-primeira-dama. “Foram executadas
algumas mordomias, como jacuzzis com hidromassagem, pela empresa Odebrecht.”
Reforma polêmica
Uma das primeiras polêmicas relacionadas às reformas de Lula
no Alvorada é aquela realizada no jardim. Em 2004, a então primeira-dama,
Marisa Letícia, mandou fazer um canteiro em forma de estrelas e sálvias
vermelhas no jardim, em alusão ao símbolo do PT.
No mesmo ano, Lula chamou um grupo de empresários da
construção civil e pediu que custeassem o projeto — meses antes, o petista
dissera que o governo estava sem dinheiro para uma mudança ampla. Foi uma
“parceria-público-privada”, para garantir o conforto do então presidente. A
obra foi orçada em R$ 16 milhões, o que gerou muitas críticas da população.
Em seu segundo mandato, o petista decidiu revitalizar a
piscina do Alvorada — parte da residência que nunca havia passado por uma
reforma. Em 2018, uma investigação da Polícia Federal mostrou que a troca do
granito da piscina teria sido feita pela Odebrecht, sem contrato nem
publicidade.

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