Recurso do Ministério Público
Federal (MPF) contra a decisão da primeira instância da Justiça Federal foi
negado por unanimidade em sessão realizada nesta terça-feira,7; Eduardo Cunha
também foi absolvido
O Tribunal Regional Federal da
1ª Região manteve nesta terça-feira, 7, a absolvição o ex-presidente Michel Temer e
outros políticos envolvidos no chamado “quadrilhão do MDB”. Os desembargadores
federais rejeitaram, por unanimidade, um recurso do Ministério Público Federal (MPF) contra
a decisão da primeira instância da Justiça Federal, que no início de 2021
determinou a absolvição do grupo. Também foram absolvidos os ex-ministros
Eliseu Padilha, Moreira Franco e Henrique Eduardo Alves; dos ex-deputados
Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima e Rodrigo Rocha Loures; do coronel João
Baptista Lima, apontado como operador financeiro de Temer; do advogado José
Yunes, amigo do ex-presidente; o doleiro Lúcio Funaro; e de Altair Alves Pinto
e Sidney Szabo. Na visão do desembargador Ney Bello, relator do caso, as
condutas atribuídas ao grupo não se configuram crimes na Lei de Organizações
Criminosas e a proximidade entres os políticos não prova irregularidade. “É um
tanto óbvio e ululante, que pessoas que estão na mesma congregação política, na
mesma organização política, tenham relações de natureza subjetiva. Portanto, a
subjetividade ou o grau de contato que todas essas pessoas tinham com as outras,
ela evidentemente é a decorrência da própria atividade política. Portanto, esse
elemento por si só ele não tem o condão de construir um liame necessário que
possa caracterizar qualquer um dos delitos da 12.850”. Maria do Carmo Cardoso e
Wilson Alves de Souza acompanharam a decisão do relator.
Temer e os demais políticos foram
denunciados pelo ex-procurador da República, Rodrigo Janot, afirmando que o
ex-mandatário liderava uma suposta organização criminosa composta por Cunha,
Henrique Alves, Geddel, Rocha Loures, Padilha e Moreira Franco. De acordo com a
denúncia da época, o grupo teria os crimes seriam praticados contra empresas e
órgãos públicos e os envolvidos recebiam valores de propinas, que no total
superava os R$ 587,1 milhões. Todos negaram envolvimento no esquema.
Por Jovem Pan

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