O Fórum reuniu, além de autoridades, outras cidades e atores do Governo do Estado e representantes da sociedade civil organizada.
Rio das Ostras sediou o IV Fórum Intermunicipal da Rede de Proteção e Atendimento à Mulher, com a presença de representantes de 14 municípios fluminenses. O encontro aconteceu nesta quarta, 1º de março, no Teatro Municipal Joel Barcelos. O Fórum apresentou o tema “Reflexão e Construção da Rede de Apoio para abrigamento da Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar”.
Liderado pelos municípios de Rio
das Ostras, Cabo Frio, Macaé e Campos dos Goytacazes, o Fórum reuniu, além de
autoridades, outras cidades e atores do Governo do
Estado e representantes da sociedade civil organizada. O objetivo foi
traçar a ampliação de políticas de acolhimento às mulheres no Município e
na Região. Mais de 6 mil mulheres vítimas de violência foram
atendidas em Rio das Ostras desde 2019.
Para a secretária de
Assistência Social, Eliara Fialho, o investimento para resguardar as
vidas humanas deve ser prioridade. “Estou emocionada de receber um
evento tão importante como este, que discute políticas de preservação
de vidas. Para isso precisamos traçar estratégia de investimentos
para o empoderamento das mulheres a fim de que tenham coragem de fazer a
denuncia. Então, precisamos oferecer estrutura para acolhê-la de
forma adequada, como, por exemplo, com um espaço com
dormitórios”, afirmou.
O vereador Rogério Belém, à
frente da Comissão do Direito de Defesa das Mulheres da Câmara, destinou parte
de uma emenda impositiva para a aquisição de um veículo e a compra de
mobiliário de um dormitório. “Quem cala não vence, mas morre. É por isso que
precisamos estruturar nossos equipamentos da Assistência,que no caso é o Ceam,
para que elas se encorajem para denunciar e se afastar de seu agressor”, disse.
Em Rio das Ostras, o Centro
Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam) foi inaugurado no início da gestão
do prefeito Marcelino Borba, apresentado a sensibilidade desta gestão em
relação ao tema. “Vimos a necessidade de acolher as vítimas. Diante
desta grande demanda, fazemos todo acolhimento necessário. É
muito difícil uma mulher ter coragem de fazer uma denúncia contra a pessoa que
deveria trazer segurança para ela. O atendimento a esta mulher nas unidades de
saúde e na delegacia deve ser mais rápida para que ela não desista”, contou a
inspetora Auristela Araújo.
Ana Lúcia Leitão, da Associação
de Mulheres de Rio das Ostras, participou pela primeira vez de um evento com um
debate nesta temática. “É bom estar aqui ouvindo estas informações porque a
gente se sente participando da cidade, conhecendo o lugar onde mora”, relatou.
Durante o evento,
compareceram representantes de 14 municípios. São eles:
Araruama, Arraial do Cabo, Búzios, Cabo Frio, Campos dos Goytacazes, Casimiro
de Abreu, Iguaba Grande, Itaperuna, Macaé, Quissamã, Rio das Ostras, São
Francisco de Itabapoana, São Pedro da Aldeia.
PROPOSTAS – Entre as
principais propostas debatidas durante o Fórum estão: Necessidade de
repasse financeiro pelos entes federados;
Construção de abrigos regionais; Estadualização regionalizada de abrigos já
existentes para mulher em situação de violência; e Fomento da pauta
de Atendimento ao Homem.
“Entendemos a importância da
aproximação destes representantes da sociedade civil para o fortalecimento do
diálogo e da escuta qualificada às demandas que nos forem apresentadas. O nosso
objetivo é garantir o direito a uma vida sem violência!”, disse Gisele
Leão, coordenadora técnica da Secretaria de Assistência Social.

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