Por 11 votos a 4, colegiado
decidiu retirar magistrado da condução dos processos até a conclusão das
investigações
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ)
afastou o juiz Marcelo
Bretas, da 7ª Vara da Justiça Federal do Rio de Janeiro, responsável
pela Lava-Jato no Estado, por uma suposta irregularidade na condução dos
processos. Conforme apurado pelo programa Direto de Brasília,
da Jovem Pan News, o colegiado instaurou um processo administrativo
disciplinar contra o magistrado em uma sessão sigilosa nesta terça-feira, 28.
Por 11 votos a 4, os conselheiros determinaram o afastamento até a conclusão
das investigações. Bretas era alvo de três reclamações que foram protocoladas
pela Ordem dos Advogados do
Brasil (OAB), pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD),
e uma do próprio CNJ. A OAB aponta que o magistrado e o Ministério Público
teriam orientados advogados e combinaram estratégias. O segundo
questionamento foi apresentado pelo prefeito do RJ, Eduardo Paes. Segundo o
chefe do executivo fluminense, Bretas teria atuado com o intuito de
prejudicá-lo na disputado pelo governo nas eleições de 2018. Três dias antes do
primeiro turno, um depoimento de Alexandre Pinto, ex-secretário de Obras, vazou
e que na, sua visão, prejudicou no resultado final do pleito. O mandatário foi
acusado de participar de um esquema de propinas no plano de infraestrutura dos
Jogos Olímpicos de 2016. Já a CNJ alega supostas “deficiências graves dos
serviços judiciais e auxiliares, das serventias e dos órgãos prestadores de
serviços notariais e de registros”, depois de localizar dados em computadores
corporativos de Bretas.
Bretas foi responsável pela
Lava-Jato fluminense em 2015. O magistrado atuou em processos envolvendo
supostas corrupções na Eletrobras. Também assumiu as investigações sobre um
esquema de corrupção que levou o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, para
a prisão. Ele foi condenado em mais 400 anos em mais de 30 ações penais. Foi de
Bretas a determinação da prisão do ex-presidente Michel Temer (MDB). A decisão
foi revertida pelo Superior
Tribunal de Justiça (STJ), posteriormente.
Por Jovem Pan

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